Peças ProcessuaisQueixa-Crime – Crimes contra honra BC261

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Número de páginas: 20

Última atualização: 17/08/2016

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Sinopse

Trata-se de Modelo de QUEIXA-CRIME.

Narra-se que durante certame de licitação, o autor da ação penal privada em destaque, em contato telefônico com o Querelado, o mesmo fora acusado de perpetração de crime de roubo.

Neste diapsão, tivera sua honra maculada pelas palavras ofensivas assacadas contra o mesmo, tudo na presença de diversas pessoas que ali encontravam-se, isto levantado em inquérito policial.

Em face do quanto apurado no referido inquérito, o Querelante ajuizou, na Justiça Comum Criminal, a competente Queixa-Crime (CPP, art. 30), em face da prática dos crimes de calúnia, difamação e injúria (CP, arts, 138, 139 e 140), com pretensão de aumento da pena, porquanto as palavras foram estipuladas na presença de várias pessoas.(CPP, art. 141, inc. III).

O pleito judicial fora feito através do advogado do Querelante, o qual tinha procuração que obedecia os ditames do Código de Processo Penal(CPP, art. 44).

Por prudência do patrono, o Querelante assinou conjuntamente a peça com seu advogado. Delineou-se considerações acerca da competência do juízo(Justiça Comum), tendo em vista que a descrição dos fatos conduzia a solidificação de concurso de crimes(CP, art. 69).

Diante do somatório das penas, não haveria que se falar em crime de menor potencial ofensivo, o que atrairia a competência para uma das unidades judiciárias do Juizado Especial Criminal(LJE, art. 61).

Ademais, salientou-se que não haveria que se falar em decadência do pleito, visto que o conhecimento da autoria se dera em prazo inferior a seis meses do ajuizamento da ação penal privada.(CP, art. 10, 38 e 107, inc. IV).

Em tópico próprio, alicerçado em considerações doutrinárias, foram descritas as colocações delituosas feitas pelo Querelado e sua conseqüente tipificação penal.

Pediu-se, por fim, a notificação do Querelado para comparecer à audiência de conciliação, sem a presença de seu(s) patrono(s).(CPP, art. 520).

Em não existindo ato conciliatório, pleiteou-se a citação do Querelado(CPP, art. 363) para responder aos termos da ação e, visto ser, na hipótese, funcionário público, a ciência deu seu chefe.(CPP, art. 359).

Por não ser a hipótese de crime contra a administração pública(embora seja funcionário público o ofensor)(CP, arts. 312 até 326 e 3º da Lei 8.137/1990) não seria a hipótese de aplicação do rito especial.(CPP, art. 513 a 518 do CPP).

Requereu-se, mais, a ciência do órgão ministerial para atuar como fiscal da lei e, querendo, aditar eventual a peça inicial.(CPP, art. 45).

Pleiteou-se, por fim, a condenação do Querelado nas penas previstas no art. 138, 139 e 140, do Estatuto Repressivo, com a causa de aumento da pena, também prevista no Código Penal(CP, art. 141, inc. III) e, outrossim, a condenação em custas processuais adiantadas(CPP, art. 804), bem como honorários advocatícios.(CPP, art. 3º c/c art. 20, do CPC).

Para não concretizar-se a figura da perempção, o autor da peça recomendou, ao final da peça, que nos memoriais o pedido de condenação, para todos os crimes, fosse ratificado.(CPP, art. 60, inc. III, parte final

Na petição foram insertas a doutrina de: Norberto Avena, Cleber Rogério Masson e Luiz Regis Prado

Foram inseridas notas de jurisprudência do ano de 2016.

 

Jurisprudência Atualizada desta Petição: 

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. QUEIXA-CRIME PELOS CRIMES DE CALÚNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA MAJORADOS E CADA UM EM CRIME CONTINUADO (ARTIGOS 138, 139 E 140, C/C ARTIGO 141, INCISOS III E IV, C/C ARTIGO 71, TODOS DO CÓDIGO PENAL).
1) REJEIÇÃO DA QUEIXA-CRIME EM RELAÇÃO AO DELITO DE CALÚNIA. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO PORMENORIZADA DO FATO DELITIVO, MERA MENÇÃO À DOCUMENTO. IMPOSSIBILIDADE DE EXERCÍCIO DE AMPLA DEFESA PELO QUERELADO. DOCUMENTO REFERIDO NA QUEIXA- CRIME QUE NÃO DEMONSTRA ANIMUS CALUNIANDI DO QUERELADO. REJEIÇÃO DEVIDA. 2) juízo que ao rejeitar parcialmente a queixa-crime encaminhou os autos ao juizado especial criminal. Desacerto. Somatório das penas em abstrato dos delitos remanescentes que ultrapassa o limite de 02 (dois) anos, vez que se trata de suposta difamação majorada ocorrida por três vezes em crime continuado, e injúria majorada ocorrida duas vezes em crime continuado. Difamação e injúria ocorridas em concurso material entre elas. Competência da justiça comum para processar e julgar o feito. Recurso conhecido e parcialmente provido. (TJPR; RecSenEst 1524835-6; Guarapuava; Segunda Câmara Criminal; Rel. Des. José Carlos Dalacqua; Julg. 09/06/2016; DJPR 22/06/2016; Pág. 618)

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