Legislação - Regimento Interno

Regimento Interno do STJ

Regimento Interno do STJ, atualizado e anotado conforme novo CPC de 2015. RISTJ

Por: Alberto Bezerra

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REGIMENTO INTERNO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - RISTJ

ANOTADO E ATUALIZADO CONFORME NOVO CPC/2015

 

O Superior Tribunal de Justiça, no uso de suas atribuições, resolve aprovar o seguinte Regimento Interno:

 

PARTE I

DA COMPOSIÇÃO, ORGANIZAÇÃO E COMPETÊNCIA

 

 

TÍTULO I

 

Do Tribunal CAPÍTULO I

DA COMPOSIÇÃO E ORGANIZAÇÃO

 

Art. 1.º O Superior Tribunal de Justiça, com sede na Capital Federal e jurisdição em todo o território nacional, compõe-se de trinta e três Ministros.

 

Vide art. 33.

 

Art. 2.º O Tribunal funciona:

- em Plenário e pelo seu órgão especial (Constituição, art. 93, XI), denominado Corte Especial;

- em Seções especializadas;

- em Turmas especializadas;

§ 1.º O Plenário, constituído da totalidade dos Ministros, é presidido pelo Presidente do Tribunal.

§ 2.º A Corte Especial será integrada pelos quinze Ministros mais antigos e presidida pelo Presidente do Tribunal.

 

•• § 2.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 9, de 24-9-2008.

 

§ 3.º Há no Tribunal três Seções, integradas pelos componentes das Turmas da respectiva área de especialização. As Seções são presididas pelo Ministro mais antigo, por um período de dois anos, vedada a recondução, até que todos os componentes da Seção hajam exercido a presidência.

§ 4.º As Seções compreendem seis Turmas, constituídas de cinco Ministros cada uma. A Primeira e a Segunda Turmas compõem a Primeira Seção; a Terceira e a Quarta Turmas, a Segunda Seção; e a Quinta e a Sexta Turmas, a Terceira Seção. O Ministro mais antigo integrante da Turma é o seu

residente, observada a disposição do parágrafo anterior quanto à periodicidade.

 

•• § 4.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

§ 5.º Na composição das Turmas, observar-se-á a opção feita pelo Ministro, atendendo-se à ordem de antiguidade.

§ 6.º Para os fins dos §§ 3.º e 4.º deste artigo, considerar-se-á a antiguidade dos Ministros no respectivo órgão fracionário.

 

•• § 6.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

Art. 3.º O Presidente e o Vice-Presidente são eleitos pelo Plenário, dentre os seus membros; o Corregedor-Geral da Justiça Federal é o Ministro mais antigo entre os membros efetivos do Conselho da Justiça Federal.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§ 1.º O Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor-Geral da Justiça Federal integram apenas o Plenário e a Corte Especial.

 

•• § 1.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§ 2.º O Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor-Geral da Justiça Federal, ao concluírem seus mandatos, retornarão às Turmas, observado o seguinte:

 

•• § 2.º, caput, com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

I - o Presidente e o Corregedor-Geral integrarão, respectivamente, a Turma de que saírem o novo Presidente do Tribunal e o novo Corregedor-Geral; se o novo Presidente for o Vice- Presidente ou o Corregedor-Geral, o Presidente que deixar o cargo comporá a Turma da qual provier o novo Vice-Presidente ou o novo Corregedor-Geral;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

II - o Vice-Presidente, ao deixar o cargo, se não for ocupar o de Presidente do Tribunal, passará a integrar a Turma da qual sair o novo Vice-Presidente.

§ 3.º O Ministro que houver exercido o cargo de Presidente do Superior Tribunal de Justiça não poderá ocupar outro cargo ou função administrativa no âmbito do Tribunal, no Conselho da Justiça Federal, no Conselho Nacional de Justiça, na Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira e no Tribunal Superior Eleitoral, salvo presidência de Turma e Seção.

 

•• § 3.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

§ 4.º Os Ministros não poderão exercer mais de uma função administrativa cumulativamente,

exceto no caso de todas já terem sido preenchidas e nos casos previstos em lei.

 

•• § 4.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

§ 5.º Não há vedação para acumulação de cargo administrativo com suplência nem de cargo administrativo com função jurisdicional, inclusive quando se tratar do Tribunal Superior Eleitoral, salvo para o exercício dos cargos de Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral, Corregedor Nacional de Justiça, Corregedor-Geral da Justiça Federal, Ministro Ouvidor do Superior Tribunal de Justiça e Diretor-Geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira.

 

•• § 5.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

§ 6.º Não será elegível o Ministro para os cargos de Presidente e Vice-Presidente do Tribunal, Corregedor Nacional de Justiça, membro efetivo do Conselho da Justiça Federal, Diretor-Geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira, Ministro Ouvidor do Superior Tribunal de Justiça e membro efetivo e suplente do Tribunal Superior Eleitoral, caso Ministro mais novo em ordem de antiguidade já tenha exercido o mesmo cargo ou função.

 

•• § 6.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

Art. 4.º O Ministro empossado integrará a Turma onde se deu a vaga para a qual foi nomeado, ou ocupará vaga resultante da transferência de Ministro (art. 32).

 

Art. 5.º O Conselho de Administração será integrado pelos onze Ministros mais antigos e presidido pelo Presidente do Tribunal, competindo-lhe decidir sobre matéria administrativa, nos termos deste Regimento.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 9, de 24-9-2008.

 

Art. 6.º Junto ao Tribunal funciona o Conselho da Justiça Federal, com atuação em todo o território nacional, cabendo-lhe a supervisão administrativa e orçamentária da Justiça Federal de primeiro e segundo graus.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

Art. 7.º O Conselho da Justiça Federal é integrado pelo Presidente, Vice-Presidente e três Ministros do Tribunal, eleitos por dois anos, e pelos Presidentes dos cinco Tribunais Regionais Federais.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

§ 1.º O Presidente do Tribunal preside o Conselho da Justiça Federal.


•• § 1.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

§ 2.º Ao escolher os três Ministros que integrarão o Conselho, o Tribunal elegerá, também, os respectivos suplentes.

 

•• § 2.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

CAPÍTULO II

 

DA COMPETÊNCIA DO PLENÁRIO, DA CORTE ESPECIAL, DAS SEÇÕES E DAS TURMAS

 

Seção I

 

Das Áreas de Especialização

 

Art. 8.º Há no Tribunal 3 (três) áreas de especialização estabelecidas em razão da matéria.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

Parágrafo único. A competência da Corte Especial não está sujeita à especialização.

 

Art. 9.º A competência das Seções e das respectivas Turmas é fixada em função da natureza da relação jurídica litigiosa.

§ 1.º À Primeira Seção cabe processar e julgar os feitos relativos a:

 

•• § 1.º, caput, com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- licitações e contratos administrativos;

- nulidade ou anulabilidade de atos administrativos;

 

•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- ensino superior;

 

•• Inciso III com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- inscrição e exercício profissionais;

 

•• Inciso IV com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

- direito sindical;

 

•• Inciso V com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- nacionalidade;

 

•• Inciso VI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- desapropriação, inclusive a indireta;

 

•• Inciso VII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- responsabilidade civil do Estado;

 

•• Inciso VIII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- tributos de modo geral, impostos, taxas, contribuições e empréstimos compulsórios;

 

•• Inciso IX com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- preços públicos e multas de qualquer natureza;

 

•• Inciso X com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- servidores públicos civis e militares;

 

•• Inciso XI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 11, de 6-4-2010.

 

•• O art. 3.º da Emenda Regimental n. 11, de 6-4-2010, determina que não haverá redistribuição dos feitos em decorrência das alterações de competência resultantes desta Emenda.

 

- habeas corpus referentes às matérias de sua competência;

 

•• Inciso XII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 11, de 6-4-2010.

 

•• Vide nota ao inciso anterior.

 

- benefícios previdenciários, inclusive os decorrentes de acidentes do trabalho;

 

•• Inciso XIII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 14, de 5-12-2011.

 

•• O art. 5.º da Emenda Regimental n. 14, de 5-12-2011, determina que não haverá redistribuição dos feitos em decorrência das alterações de competência resultantes desta Emenda. - o direito público em geral.

 

•• Inciso XIV acrescentado pela Emenda Regimental n. 14, de 5-12-2011.

 

•• Vide nota ao inciso anterior.

 

§ 2.º À Segunda Seção cabe processar e julgar os feitos relativos a:

 

•• § 2.º, caput, com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- domínio, posse e direitos reais sobre coisa alheia, salvo quando se tratar de desapropriação;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- obrigações em geral de direito privado, mesmo quando o Estado participar do contrato;

 

•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- responsabilidade civil, salvo quando se tratar de responsabilidade civil do Estado;

 

•• Inciso III com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- direito de família e sucessões;

 

•• Inciso IV com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- direito do trabalho;

 

•• Inciso V com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- propriedade industrial, mesmo quando envolverem arguição de nulidade do registro;

 

•• Inciso VI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- constituição, dissolução e liquidação de sociedade;

 

•• Inciso VII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- comércio em geral, inclusive o marítimo e o aéreo, bolsas de valores, instituições financeiras e mercado de capitais;

 

•• Inciso VIII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- falências e concordatas;


•• Inciso IX com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- títulos de crédito;

 

•• Inciso X com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- registros públicos, mesmo quando o Estado participar da demanda;

 

•• Inciso XI acrescentado pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- locação predial urbana;

 

•• Inciso XII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 11, de 6-4-2010.

 

•• O art. 3.º da Emenda Regimental n. 11, de 6-4-2010, determina que não haverá redistribuição dos feitos em decorrência das alterações de competência resultantes desta Emenda.

 

- habeas corpus referentes às matérias de sua competência;

 

•• Inciso XIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 11, de 6-4-2010.

 

•• Vide nota ao inciso anterior.

 

- direito privado em geral.

 

•• Inciso XIV com redação determinada pela Emenda Regimental n. 14, de 5-12-2011.

 

•• Vide nota ao inciso anterior.

 

§ 3.º À Terceira Seção cabe processar e julgar os feitos relativos à matéria penal em geral, salvo os casos de competência originária da Corte Especial e os habeas corpus de competência das Turmas que compõem a Primeira e a Segunda Seção.

 

•• § 3.º, caput, com redação determinada pela Emenda Regimental n. 14, de 5-12-2011.

 

•• O art. 5.º da Emenda Regimental n. 14, de 5-12-2011, determina que não haverá redistribuição dos feitos em decorrência das alterações de competência resultantes desta Emenda.

 

I e II - (Revogados pela Emenda Regimental n. 14, de 5-12-2011.)

III e IV - (Revogados pela Emenda Regimental n. 11, de 6-4-2010.)

 

Seção II

Da Competência do Plenário

 

Art. 10. Compete ao Plenário:

 

•• Vide art. 336.

 

- dar posse aos membros do Tribunal;

- eleger o Presidente e o Vice-Presidente do Tribunal, os Ministros membros do Conselho da Justiça Federal, titulares e suplentes, e o Diretor da Revista do Tribunal, dando-lhes posse;

 

•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

•• Vide art. 171, parágrafo único.

 

- eleger, dentre os Ministros do Tribunal, os que devam compor o Tribunal Superior Eleitoral, na condição de membros efetivos e substitutos;

- decidir sobre a disponibilidade e aposentadoria de membro do Tribunal, por interesse público;

 

•• Vide art. 171, parágrafo único.

 

- votar o Regimento Interno e as suas emendas;

 

•• Vide art. 171, parágrafo único.

 

- elaborar as listas tríplices dos Juízes, Desembargadores, Advogados e membros do Ministério Público que devam compor o Tribunal (Constituição, art. 104 e seu parágrafo único);

 

•• Vide art. 171, parágrafo único.

 

- propor ao Poder Legislativo a alteração do número de membros do Tribunal e dos Tribunais Regionais Federais, a criação e a extinção de cargos, e a fixação de vencimentos de seus membros, dos Juízes dos Tribunais Regionais e dos Juízes Federais, bem assim a criação ou extinção de Tribunal Regional Federal e a alteração da organização e divisão judiciárias.

 

•• Inciso VII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

•• Vide art. 171, parágrafo único.

 

- aprovar o Regimento Interno do Conselho da Justiça Federal.

 

•• Inciso VIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- eleger, dentre os Ministros do Tribunal, o que deve compor o Conselho Nacional de Justiça,

observada a ordem de antiguidade;

 

•• Inciso IX acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

- indicar, na forma do inciso XXXII e do parágrafo único do art. 21, um juiz federal e um juiz de Tribunal Regional Federal para as vagas do Conselho Nacional de Justiça e um juiz para a vaga do Conselho Nacional do Ministério Público.

 

•• Inciso X acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

Seção III

 

Da Competência da Corte Especial

 

Art. 11. Compete à Corte Especial processar e julgar:

- nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e, nestes e nos de responsabilidade, os Desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante Tribunais;

- os habeas corpus, quando for paciente qualquer das pessoas mencionadas no inciso anterior; III - os mandados de injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição de órgão, entidade ou autoridade federal, da administração direta ou indireta, excetuados os casos de competência do Supremo Tribunal Federal e dos órgãos da Justiça Militar, da Justiça Eleitoral, da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal;

- os mandados de segurança e os habeas data contra ato do próprio Tribunal ou de qualquer de seus órgãos;

- as revisões criminais e as ações rescisórias de seus próprios julgados;

- o incidente de assunção de competência quando a matéria for comum a mais de uma seção;

 

•• Inciso VI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- a exceção da verdade, quando o querelante, em virtude de prerrogativa de função, deva ser julgado originariamente pelo Tribunal;

- a requisição de intervenção federal nos Estados e no Distrito Federal, ressalvada a competência do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral (Constituição, art. 36, II e IV);

 

•• Referência prejudicada em função da revogação do inciso IV pela Emenda Constitucional n. 45, de 8-12-2004.


- as arguições de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo suscitadas nos processos submetidos ao julmaneto do Tribunal;

- as reclamações para a preservação de sua competência e garantia de suas decisões;

- as questões incidentes, em processos da competência das Seções ou Turmas, as quais lhe tenham sido submetidas (art. 16);

- os conflitos de competência entre relatores ou Turmas integrantes de Seções diversas, ou entre estas;

- os embargos de divergência, se a divergência for entre Turmas de Seções diversas, entre Seções, entre Turma e Seção que não integre ou entre Turma e Seção com a própria Corte Especial;

 

•• Inciso XIII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- (Revogado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.)

- as suspeições e impedimentos levantados contra Ministro em processo de sua competência.

- o recurso especial repetitivo.

 

•• Inciso XVI acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

Parágrafo único. Compete, ainda, à Corte Especial:

- prorrogar o prazo para a posse e o início do exercício dos Ministros, na forma da lei;

- dirimir as dúvidas que lhe forem submetidas pelo Presidente ou pelos Ministros, sobre a interpretação e execução de norma regimental ou a ordem dos processos de sua competência;

- conceder licença ao Presidente e aos Ministros, bem assim julgar os processos de verificação de invalidez de seus membros;

- constituir comissões, bem como aprovar a designação do Ministro Coordenador do Centro de Soluções Consensuais de Conflitos do Superior Tribunal de Justiça;

 

•• Inciso IV com redação determinada pela Emenda Regimental n. 23, de 28-9-2016.

 

- elaborar e encaminhar a proposta orçamentária do Superior Tribunal de Justiça, bem como aprovar e encaminhar as propostas orçamentárias dos Tribunais Regionais Federais, da Justiça Federal de primeiro grau e do Conselho da Justiça Federal;

 

•• Inciso V com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- deliberar sobre a substituição de Ministro, nos termos do art. 56;

 

•• Inciso VI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 3, de 9-8-1993.

 

- sumular a jurisprudência uniforme comum às Seções e deliberar sobre a alteração e o cancelamento de suas súmulas;

- apreciar e encaminhar ao Poder Legislativo propostas de criação ou extinção de cargos do quadro de servidores do Tribunal e a fixação dos respectivos vencimentos, bem como do Conselho da Justiça Federal e da Justiça Federal de primeiro e segundo graus;

 

•• Inciso VIII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- apreciar e encaminhar ao Poder Legislativo projeto de lei sobre o regimento de custas da Justiça Federal e do Superior Tribunal de Justiça.

 

•• Inciso IX com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- (Suprimido pela Emenda Regimental n. 9, de 24-9-2008.)

 

Seção IV

 

Da Competência das Seções

 

Art. 12. Compete às Seções processar e julgar:

- os mandados de segurança, os habeas corpus e o habeas data contra ato de Ministro de Estado;

- as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados e das Turmas que compõem a respectiva área da especialização;

- as reclamações para a preservação de suas competências e garantia da autoridade de suas decisões e das Turmas;

- os conflitos de competência entre quaisquer tribunais, ressalvadas a competência do Supremo Tribunal Federal (Constituição, art. 102, I, o), bem assim entre Tribunal e Juízes a ele não vinculados e Juízes vinculados a Tribunais diversos;

- os conflitos de competência entre relatores e Turmas integrantes da Seção;

- os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União, ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro, ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da União;

- as questões incidentes em processos da competência das Turmas da respectiva área de especialização, as quais lhes tenham sido submetidas por essas;

- as suspeições e os impedimentos levantados contra os Ministros, salvo em se tratando de processo da competência da Corte Especial;

- o incidente de assunção de competência quando a matéria for restrita a uma Seção;

 

•• Inciso IX com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- o recurso especial repetitivo.

 

•• Inciso X acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

Parágrafo único. Compete, ainda, às Seções:

I - julgar embargos de divergência, quando as Turmas divergirem entre si ou de decisão da


Seção que integram;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- julgar feitos de competência de Turma, e por esta remetidos (art. 14);

- sumular a jurisprudência uniforme das Turmas da respectiva área de especialização e deliberar sobre a alteração e o cancelamento de súmulas.

 

Seção V

 

Da Competência das Turmas

 

Art. 13. Compete às Turmas:

- processar e julgar, originariamente:

os habeas corpus, quando for coator Governador de Estado e do Distrito Federal, Desembargador dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, membro dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e do Ministério Público da União que oficie perante Tribunais;

os habeas corpus, quando o coator for Tribunal cujos atos estejam diretamente subordinados à jurisdição do Superior Tribunal de Justiça.

- julgar em recurso ordinário:

os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a decisão;

os mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a decisão;

- julgar os recursos ordinários e os agravos nas causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional de um lado e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no país;

 

•• Inciso III com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- julgar, em recurso especial, as causas decididas em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão recorrida:

contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;

julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face de lei federal;

der à lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro Tribunal.

 

Art. 14. As Turmas remeterão os feitos de sua competência à Seção de que são integrantes:

 

Vide art. 12, parágrafo único, II.

- quando algum dos Ministros propuser revisão da jurisprudência assentada em Súmula pela Seção;

- quando convier pronunciamento da Seção, em razão da relevância da questão, e para prevenir divergência entre as Turmas da mesma Seção;

- nos incidentes de assunção de competência.

 

•• Inciso III com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

Parágrafo único. A remessa do feito à Seção far-se-á independentemente de acórdão, salvo no caso do item III (art. 118, § 1.º).

 

Seção VI

 

Disposições Comuns

 

Art. 15. À Corte Especial, às Seções e às Turmas cabe, ainda, nos processos de sua competência:

I - julgar os agravos, os embargos de declaração e as demais arguições;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

II - julgar os incidentes de execução que lhes forem submetidos;

III - julgar a restauração de autos físicos ou eletrônicos desaparecidos;

 

•• Inciso III com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

IV - representar à autoridade competente, quando, em autos ou documentos de que conhecer, houver indício de crime de ação pública.

 

Art. 16. As Seções e as Turmas remeterão os feitos de sua competência à Corte Especial:

- quando acolherem a arguição de inconstitucionalidade, desde que a matéria ainda não tenha sido decidida pela Corte Especial;

- quando algum dos Ministros propuser revisão da jurisprudência assentada em súmula pela Corte Especial;

- (Revogado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.)

- quando convier pronunciamento da Corte Especial em razão da relevância da questão jurídica, ou da necessidade de prevenir divergência entre as Seções.

Parágrafo único. A remessa do feito à Corte Especial far-se-á independentemente de acórdão, salvo nos casos dos itens I e III.

 

CAPÍTULO III

 

DO PRESIDENTE E DO VICE-PRESIDENTE

 

Seção I

 

Disposições Gerais

 

Art. 17. O Presidente e o Vice-Presidente têm mandato por dois anos, a contar da posse, vedada a reeleição.

§ 1.º O disposto neste artigo aplica-se aos Ministros efetivos e suplentes do Conselho da Justiça Federal e ao Diretor da Revista.

 

•• § 1.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

§ 2.º A eleição, por voto secreto do Plenário, dar-se-á 30 (trinta) dias antes do término do biênio; a posse, no último dia desse. Se as respectivas datas não recaírem em dia útil, a eleição ou a posse serão transferidas para o primeiro dia útil seguinte.

 

•• § 2.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 5, de 23-5-1995.

 

§ 3.º A eleição far-se-á com a presença de, pelo menos, dois terços dos membros do Tribunal, inclusive o Presidente. Não se verificando quorum, será designada sessão extraordinária para a data mais próxima, convocados os Ministros ausentes. Ministro licenciado não participará da eleição.

§ 4.º Considera-se eleito, em primeiro escrutínio, o Ministro que obtiver a maioria absoluta dos votos dos membros do Tribunal. Em segundo escrutínio, concorrerão somente os dois Ministros mais votados no primeiro, concorrendo, entretanto, todos os nomes com igual número de votos na última posição a considerar. Se nenhum reunir a maioria absoluta de sufrágios, proclamar-se-á eleito o mais votado, ou o mais antigo, no caso de empate.

§ 5.º A eleição do Presidente precederá à do Vice-Presidente, quando ambas se realizarem na mesma sessão.

 

Art. 18. O Vice-Presidente assumirá a Presidência quando ocorrer vacância e imediatamente convocará o Plenário para, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, fazer a eleição.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 5, de 23-5-1995.

 

§ 1.º O eleito tomará posse no prazo de quinze dias, exercendo o mandato pelo período fixado no art. 17.

 

•• § 1.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 5, de 23-5-1995.

 

§ 2.º No caso de o Vice-Presidente ser eleito Presidente, na mesma sessão eleger-se-á o seu


sucessor, aplicando-se-lhe o disposto no parágrafo anterior.

 

•• § 2.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 5, de 23-5-1995.

 

Art. 19. Se ocorrer vaga no cargo de Vice-Presidente, será o Plenário convocado a fazer eleição. O eleito completará o período do seu antecessor, salvo o caso previsto no § 2.º do artigo anterior.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 5, de 23-5-1995.

 

Art. 20. A eleição, por votação secreta, do Corregedor Nacional de Justiça, dos membros do Conselho da Justiça Federal e de seus suplentes e do Ministro Diretor da Revista far-se-á juntamente com a do Presidente e do Vice-Presidente, salvo se, por qualquer motivo, não houver coincidência do mandato, caso em que a eleição se realizará no prazo máximo de trinta dias antes do término do biênio.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

Parágrafo único. Ocorrendo vaga em qualquer desses cargos, o Plenário será convocado a fazer eleição, assegurado ao eleito o mandato de 2 (dois) anos.

 

•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Regimental n. 5, de 23-5-1995.

 

Seção II

 

Das Atribuições do Presidente

 

Art. 21. São atribuições do Presidente:

- representar o Tribunal perante os Poderes da República, dos Estados e dos Municípios, e demais autoridades;

- velar pelas prerrogativas do Tribunal, cumprindo e fazendo cumprir o seu Regimento Interno;

- dirigir os trabalhos do Tribunal, presidindo as sessões plenárias e da Corte Especial;

- convocar as sessões extraordinárias do Plenário e da Corte Especial;

- designar dia para julgamento dos processos da competência do Plenário e da Corte Especial;

- proferir, no Plenário e na Corte Especial, o voto de desempate;

- relatar o agravo interposto de sua decisão;

 

•• Inciso VII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- manter a ordem nas sessões, adotando, para isso, as providências necessárias;

- submeter questões de ordem ao Tribunal;

- determinar as providências necessárias ao cumprimento das ordens e das decisões do Tribunal, ressalvadas as atribuições dos Presidentes das Seções, das Turmas e dos relatores;

•• Inciso X com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- assinar, com o relator, os acórdãos da Corte Especial, bem assim as cartas de sentença e as rogatórias;

- (Revogado pela Emenda Regimental n. 10, de 11-11-2009.)

- decidir:

as petições de recursos para o Supremo Tribunal Federal, resolvendo os incidentes que se suscitarem;

os pedidos de suspensão da execução de medida liminar ou de sentença, sendo ele o relator das reclamações para preservar a sua competência ou garantir a autoridade das suas decisões nesses feitos;

 

•• Alínea b com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1.º-3-2004.

 

durante o recesso do Tribunal ou nas férias coletivas dos seus membros, os pedidos de liminar em mandado de segurança, podendo, ainda, determinar liberdade provisória ou sustação de ordem de prisão, e demais medidas que reclamem urgência;

sobre pedidos de livramento condicional, bem assim sobre os incidentes em processos de indulto, anistia e graça;

sobre deserção de recursos não preparados no Tribunal;

sobre a expedição de ordens de pagamento devido pela Fazenda Pública, despachando os precatórios;

sobre o sequestro, no caso do art. 731 do CPC;

 

•• Refere-se ao CPC de 1973.

 

os pedidos de extração de carta de sentença;

(Revogada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016).

as reclamações, por erro da ata do Plenário e da Corte Especial, e na publicação de acórdãos;

(Revogada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016).

sobre dúvidas suscitadas pela Secretaria do Tribunal relacionadas a distribuição de feitos e a incidentes referentes à redistribuição disciplinada no art. 72;

 

•• Alínea l acrescentada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

sobre os pedidos de suspensão de processos em incidente de resolução de demandas repetitivas;

 

•• Alínea m acrescentada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

sobre a necessidade de determinar, na autuação do feito, a identificação do nome da parte apenas por suas iniciais, nas hipóteses em que, expressamente, a lei indicar ser indispensável a restrição à publicidade de seu nome como meio para a proteção de bem objeto de sigilo no processo.


•• Alínea n acrescentada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- proferir os despachos do expediente;

- dar posse aos Ministros durante o recesso do Tribunal ou nas férias, e conceder-lhes transferências de Seção ou Turma;

- conceder licença aos Ministros ad referendum da Corte Especial;

- criar comissões temporárias e designar os seus membros e ainda os das comissões permanentes, com aprovação da Corte Especial;

- determinar, em cumprimento de deliberação do Tribunal, o início do processo de verificação da invalidez de Ministro;

- nomear curador ao paciente, na hipótese do item anterior, se se tratar de incapacidade mental, bem assim praticar os demais atos preparatórios do procedimento;

- baixar as resoluções e instruções normativas referentes à deliberação do Plenário, da Corte Especial ou do Conselho de Administração, bem como as que digam respeito à rotina dos trabalhos de distribuição;

- baixar os atos indispensáveis à disciplina dos serviços e à polícia do Tribunal;

- adotar as providências necessárias à elaboração da proposta orçamentária do Tribunal e encaminhar pedidos de abertura de créditos adicionais e especiais;

- resolver as dúvidas suscitadas na classificação dos feitos e papéis registrados na Secretaria do Tribunal, baixando as instruções necessárias;

- rubricar os livros necessários ao expediente ou designar funcionário para fazê-lo;

- assinar os atos de provimento e vacância dos cargos e empregos da Secretaria do Tribunal, dando posse aos servidores;

- assinar os atos relativos à vida funcional dos servidores;

 

•• Inciso XXVI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- criar comissões temporárias e designar os seus membros e ainda os das comissões permanentes, bem como designar o Ministro Coordenador do Centro de Soluções Consensuais de Conflitos do Superior Tribunal de Justiça, com aprovação da Corte Especial;

 

•• Inciso XVII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 23, de 28-9-2016.

 

- delegar, nos termos da lei, competência ao Diretor-Geral da Secretaria do Tribunal, para a prática de atos administrativos;

 

•• Inciso XXVIII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- velar pela regularidade e exatidão das publicações dos dados estatísticos sobre os trabalhos do Tribunal a cada mês;

- apresentar ao Tribunal, no mês de fevereiro, relatório circunstanciado dos trabalhos efetuados no ano decorrido, bem como mapas dos julgados;

- praticar todos os demais atos de gestão necessários ao funcionamento dos serviços administrativos.

 

•• Inciso XXXI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- fixar a data de início do procedimento de escolha e indicação de um juiz federal e de um juiz do Tribunal Regional Federal para as vagas do Conselho Nacional de Justiça e de um juiz para a vaga do Conselho Nacional do Ministério Público.

 

•• Inciso XXXII acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

Parágrafo único. O procedimento previsto neste inciso terá início até sessenta dias do término do mandato do conselheiro, ou, caso não cumprido integralmente, logo após a vacância do cargo, observadas as seguintes disposições:

 

•• Parágrafo único, caput, acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

- os magistrados de primeiro e segundo graus interessados em ocupar uma das vagas disponíveis deverão apresentar seus currículos ao Superior Tribunal de Justiça e serão convocados mediante:

 

•• Inciso I acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

publicação no Diário da Justiça Eletrônico;

 

•• Alínea a acrescentada pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

divulgação na página eletrônica do Superior Tribunal de Justiça na rede mundial de computadores (internet);

 

•• Alínea b acrescentada pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

comunicação aos respectivos Tribunais, para que divulguem, por todos os meios disponíveis, o prazo e a forma de inscrição aos juízes de primeiro e segundo graus a eles vinculados, informando à Presidência do Superior Tribunal de Justiça as medidas efetivamente tomadas para a divulgação da convocação;

 

•• Alínea c acrescentada pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

- o prazo para encaminhamento dos currículos será de dez dias, se outro não fixar a Presidência, contados da data da publicação da convocação no Diário da Justiça Eletrônico;

 

•• Inciso II acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

- o currículo deverá ser encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça por via eletrônica, e seu conteúdo deverá ser preenchido em formulário padronizado posto à disposição na página eletrônica;

 

•• Inciso III acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.


- encerrado o prazo, a Presidência colocará os currículos à disposição dos Ministros e convocará sessão do Plenário para a escolha do nome;

 

•• Inciso IV acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

- a lista de magistrados inscritos, com links para os respectivos currículos, será colocada à disposição do público, inclusive na página eletrônica;

 

•• Inciso V acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

- a indicação será definida em sessão do Plenário, por votação secreta, cabendo a cada Ministro votar em um juiz ou em um desembargador por vaga;

 

•• Inciso VI acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

- será indicado o juiz ou o desembargador que obtiver a maioria absoluta dos votos;

 

•• Inciso VII acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

- não sendo alcançada a maioria absoluta de votos por nenhum juiz ou desembargador, seguir-se-á um segundo sufrágio, em que concorrerão os candidatos que tiverem obtido as duas maiores votações na etapa anterior, sendo indicado o que obtiver a maioria simples dos votos;

 

•• Inciso VIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

- em caso de empate no segundo sufrágio, será indicado o juiz ou o desembargador mais antigo na carreira e, persistindo o empate, o mais idoso;

 

•• Inciso IX acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

- o nome do juiz ou do desembargador escolhido será publicado no Diário da Justiça Eletrônico e divulgado na página eletrônica do Superior Tribunal de Justiça.

 

•• Inciso X acrescentado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.

 

Art. 21-A. O Presidente do Tribunal, por indicação do relator, poderá convocar magistrado vitalício para a realização de atos de instrução das sindicâncias, inquéritos, ações e demais procedimentos penais originários, na sede do STJ ou no local onde se deva produzir o ato, bem como definir os limites de sua atuação.

 

•• Caput acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

§ 1.º Caberá ao magistrado instrutor convocado na forma do caput:

 

•• § 1.º, caput, acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

- designar e realizar as audiências de interrogatório, inquirição de testemunhas, acareação, transação, suspensão condicional do processo, admonitórias e outras;

 

•• Inciso I acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

- requisitar testemunhas e determinar condução coercitiva, caso necessário;

 

•• Inciso II acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

- expedir e controlar o cumprimento das cartas de ordem;

 

•• Inciso III acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

- determinar intimações e notificações;

 

•• Inciso IV acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

- decidir questões incidentes durante a realização dos atos sob sua responsabilidade;

 

•• Inciso V acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

- requisitar documentos ou informações existentes em bancos de dados;

 

•• Inciso VI acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

- fixar ou prorrogar prazos para a prática de atos durante a instrução;

 

•• Inciso VII acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

- realizar inspeções judiciais;

 

•• Inciso VIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

- requisitar aos órgãos locais do Poder Judiciário apoio de pessoal e de equipamentos e instalações adequados para os atos processuais que devam ser produzidos fora da sede do Tribunal;

 

•• Inciso IX acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

- exercer outras funções que lhe sejam delegadas pelo relator ou pelo Tribunal.

 

•• Inciso X acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.


§ 2.º As decisões proferidas pelo magistrado instrutor no exercício das atribuições previstas no parágrafo anterior ficam sujeitas a posterior controle do relator, de ofício ou mediante provocação do interessado, no prazo de cinco dias da ciência do ato.

 

•• § 2.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

§ 3.º A convocação de magistrados instrutores vigerá pelo prazo de seis meses, prorrogável por igual período, até o máximo de dois anos, a critério do relator, sem prejuízo das vantagens e direitos de seu cargo de origem, ficando condicionada à disponibilidade orçamentária.

 

•• § 3.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

§ 4.º O número máximo de juízes instrutores no Tribunal é restrito a treze, um para cada gabinete de Ministro integrante da Corte Especial, excluídos o Presidente e o Corregedor Nacional de Justiça.

 

•• § 4.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

Art. 21-B. O Presidente do Tribunal poderá convocar magistrados vitalícios até o número de sete, para atuarem como juízes auxiliares em apoio à Presidência, aos membros do Conselho da Justiça Federal e à Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira.

 

•• Caput acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

§ 1.º O Presidente poderá nomear, dentre os convocados, um juiz federal para exercer a função de Secretário-Geral do Conselho da Justiça Federal.

 

•• § 1.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

§ 2.º O Presidente ainda poderá nomear, dentre os convocados, um juiz para prestar auxílio à Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira.

 

•• § 2.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

§ 3.º A convocação de juiz auxiliar vigerá pelo prazo de um ano, prorrogável por igual período, sem prejuízo dos direitos e vantagens de seu cargo de origem, ficando condicionada à disponibilidade orçamentária.

 

•• § 3.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

Art. 21-C. Sem prejuízo dos arts. 21-A e 21-B, os Ministros podem indicar ao Presidente a convocação de um magistrado vitalício para auxiliá-los nos afazeres de seus gabinetes, em caráter excepcional, quando o justificado acúmulo de serviço o exigir.

 

•• Caput acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

Parágrafo único. A convocação de juiz auxiliar vigerá pelo prazo de um ano, prorrogável por igual período, sem prejuízo dos direitos e vantagens de seu cargo de origem, ficando condicionada à disponibilidade orçamentária.

 

•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

Art. 21-D. Serão regulados por resolução as convocações, direitos, vantagens, vencimentos e dispensas dos magistrados instrutores e auxiliares.

 

•• Artigo acrescentado pela Emenda Regimental n. 21, de 3-2-2016.

 

Art. 21-E. São atribuições do Presidente antes da distribuição:

 

•• Caput acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- apreciar e homologar pedidos de desistência, de autocomposição das partes e de habilitação em razão de falecimento de qualquer das partes;

 

•• Inciso I acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- apreciar os pedidos de gratuidade da justiça nos feitos de competência originária;

 

•• Inciso II acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- determinar o cancelamento do registro do feito se a parte, intimada na pessoa de seu advogado, não realizar o pagamento, em quinze dias, das custas e despesas de ingresso;

 

•• Inciso III acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- apreciar os habeas corpus e as revisões criminais inadmissíveis por incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute competente;

 

•• Inciso IV acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tiver impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida;

 

•• Inciso V acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- negar provimento a recurso que for contrário a súmula do Supremo Tribunal Federal ou


do Superior Tribunal de Justiça, a acórdão proferido em julgamento de recursos repetitivos ou a entendimento firmado em incidente de assunção de competência;

 

•• Inciso VI acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- dar provimento a recurso se a decisão recorrida for contrária a súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, a acórdão proferido em julgamento de recursos repetitivos ou a entendimento firmado em incidente de assunção de competência;

 

•• Inciso VII acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- determinar a devolução ao Tribunal de origem dos recursos fundados em controvérsia idêntica àquela já submetida ao rito de julgamento de casos repetitivos para adoção das medidas cabíveis;

 

•• Inciso VIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- remeter o processo ao Supremo Tribunal Federal após juízo positivo de admissibilidade quando entender versar o recurso especial sobre matéria constitucional, dando vista ao recorrente pelo prazo de quinze dias para que demonstre a existência de repercussão geral e manifeste-se sobre a questão constitucional, bem como vista à parte adversa para, por igual prazo, apresentar contrarrazões.

 

•• Inciso IX acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§ 1.º Opostos embargos de declaração contra decisão do Presidente, caberá a ele a sua análise.

 

•• § 1.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§ 2.º Interposto agravo interno contra a decisão do Presidente proferida no exercício das competências previstas neste artigo, os autos serão distribuídos, observado o disposto no art. 9º deste Regimento, caso não haja retratação da decisão agravada.

 

•• § 2.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§ 3.º O Presidente do Tribunal poderá delegar ao Vice-Presidente e aos Presidentes das Seções, dentro de suas respectivas áreas de atuação, a análise das matérias previstas neste artigo, observado o que dispõem os §§ 1.º e 2.º.

 

•• § 3.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§ 4.º A delegação de que trata o § 3º far-se-á mediante ato do Presidente do Tribunal, se houver concordância dos delegatários.

 

•• § 4.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§       5.º    Os     Presidentes         das    Seções        poderão     indicar        ao         Presidente do     Tribunal,   para subdelegação, um membro integrante da respectiva Seção.

 

•• § 5.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016

 

Seção III

 

Das Atribuições do Vice-Presidente

 

Art. 22. Ao Vice-Presidente incumbe substituir o Presidente nas férias, licenças, ausências e impedimentos eventuais, e sucedê-lo, no caso de vaga, na forma do art. 18.

§ 1.º O Vice-Presidente integra o Plenário e a Corte Especial também nas funções de relator e revisor.

§ 2.º Ao Vice-Presidente incumbe, ainda:

- por delegação do Presidente:

decidir as petições de recursos para o Supremo Tribunal Federal, resolvendo os incidentes que se suscitarem;

auxiliar na supervisão e fiscalização dos serviços da Secretaria do Tribunal;

(Revogada pela Emenda Regimental n. 10, de 11-11-2009.)

decidir as matérias previstas no art. 21-E deste Regimento.

 

•• Alínea d acrescentada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- exercer, no Conselho da Justiça Federal, as funções que lhe competirem, de acordo com o Regimento Interno.

§ 3.º A delegação das atribuições previstas no item I do parágrafo anterior far-se-á mediante ato do Presidente e de comum acordo com o Vice-Presidente.

 

CAPÍTULO IV

 

DAS ATRIBUIÇÕES DO COORDENADOR-GERAL DA JUSTIÇA FEDERAL

 

•• Capítulo IV com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 23. O Corregedor-Geral exercerá, no Conselho da Justiça Federal, as atribuições que lhe couberem, na conformidade da lei e do seu Regimento Interno e integrará o Plenário e a Corte Especial também nas funções de relator e revisor.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

CAPÍTULO V

 

DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DE SEÇÃO

 

Art. 24. Compete ao Presidente de Seção:

- presidir as sessões, onde terá apenas o voto de desempate;

- manter a ordem nas sessões;

- convocar sessões extraordinárias;

- mandar incluir em pauta os processos de sua Seção e assinar as atas das sessões;

- assinar os ofícios executórios e quaisquer comunicações referentes aos processos julgados pela respectiva Seção;

 

•• Inciso V com redação determinada pela Emenda Regimental n. 6, de 12-8-2002.

 

- indicar ao Presidente funcionários da Secretaria do Tribunal a serem designados para os cargos de direção de sua Seção;

 

•• Inciso VI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 6, de 12-8-2002.

 

- assinar a correspondência de sua Seção.

 

•• Inciso VII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 6, de 12-8-2002.

 

- decidir, por delegação do Presidente do Tribunal e no âmbito de sua atuação, as matérias previstas no art. 21-E deste Regimento.

 

•• Inciso VIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

CAPÍTULO VI

 

DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DE TURMA

 

Art. 25. Compete ao Presidente de Turma:

- presidir as sessões de sua Turma, onde terá participação também na condição de relator, revisor ou vogal;

- manter a ordem nas sessões;

- convocar as sessões extraordinárias;

- mandar incluir em pauta os processos da respectiva Turma e assinar as atas das sessões;

- assinar os ofícios executórios e quaisquer comunicações referentes aos processos julgados


pela respectiva Turma;

 

•• Inciso V com redação determinada pela Emenda Regimental n. 6, de 12-8-2002.

 

- indicar ao Presidente funcionários da Secretaria do Tribunal a serem designados para os cargos de direção de sua Turma;

 

•• Inciso VI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 6, de 12-8-2002.

 

- assinar a correspondência de sua Turma.

 

•• Inciso VII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 6, de 12-8-2002.

 

CAPÍTULO VII DOS MINISTROS

Seção I

 

Disposições Gerais

 

Art. 26. A indicação, pelo Superior Tribunal de Justiça, de Juízes, Desembargadores, Advogados e membros do Ministério Público, a serem nomeados pelo Presidente da República, para comporem o Tribunal, far-se-á em lista tríplice.

§ 1.º Ocorrendo vaga destinada a Advogado ou a membro do Ministério Público, o Presidente do Tribunal, nos cinco dias seguintes, solicitará ao órgão de representação da classe que providencie a lista sêxtupla dos candidatos, observados os requisitos constitucionais (Constituição, art. 104, parágrafo único).

§ 2.º Tratando-se de vaga a ser preenchida por Juiz ou Desembargador, o Presidente solicitará aos Tribunais Regionais Federais e aos Tribunais de Justiça que enviem, no prazo de dez dias, relação dos magistrados que contem mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, com indicação das datas de nascimento (Constituição, art. 104, parágrafo único).

§ 3.º Recebida a lista sêxtupla, ou esgotado o prazo indicado no parágrafo anterior, convocará o Presidente, de imediato, sessão do Tribunal para elaboração da lista tríplice.

§ 4.º Para a composição da lista tríplice, o Tribunal reunir-se-á, em sessão pública, com o

quorum de dois terços de seus membros, além do Presidente.

§ 5.º Somente constará de lista tríplice o candidato que obtiver, em primeiro ou subsequente escrutínio, a maioria absoluta dos votos dos membros do Tribunal, observado o disposto no art. 27,

§ 3.º.

 

•• § 5.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

§ 6.º Os candidatos figurarão na lista de acordo com a ordem decrescente dos sufrágios que obtiverem, respeitado, também, o número de ordem do escrutínio. Em caso de empate, terá preferência o mais idoso.

 

•• § 6.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

§ 7.º A escolha dos nomes que comporão lista tríplice far-se-á em votação secreta, realizando-se tantos escrutínios quantos forem necessários.

§ 8.º Para colocação dos nomes na lista, em caso de empate, far-se-á o desempate em favor do candidato mais idoso; se ainda persistir o empate, adotar-se-á o critério do tempo de serviço público no cargo, para os magistrados e membros do Ministério Público, ou o tempo de inscrição na Ordem como advogado, para os advogados.

 

Art. 27. Aberta a sessão, será ela transformada em conselho, para que o Tribunal aprecie aspectos gerais referentes à escolha dos candidatos, seus currículos, vida pregressa e se satisfazem os requisitos constitucionais exigidos. Os membros do Tribunal receberão, quando possível, com antecedência de, no mínimo, setenta e duas horas da data da sessão, relação dos candidatos, instruída com cópia dos respectivos currículos.

§ 1.º Tornada pública a sessão, o Presidente designará a Comissão Escrutinadora, que será integrada por três membros do Tribunal.

§ 2.º Existindo mais de uma vaga a ser preenchida por advogado ou membro do Ministério Público, para cada lista sêxtupla, será elaborada lista tríplice, observando-se o que dispõe o § 3.º deste artigo.

§ 3.º Tratando-se de lista tríplice única, cada Ministro, no primeiro escrutínio, votará em três nomes. Ter-se-á como constituída se, em primeiro escrutínio, três ou mais candidatos obtiverem maioria absoluta dos votos do Tribunal, hipótese em que figurarão na lista, pela ordem decrescente de sufrágios, os nomes dos três mais votados. Em caso contrário, efetuar-se-á segundo escrutínio e, se necessário, novos escrutínios, concorrendo, em cada um, candidatos em número correspondente ao dobro dos nomes a serem inseridos, ainda, na lista, de acordo com a ordem da votação alcançada no escrutínio anterior, incluídos, entretanto, todos os nomes com igual número de votos na última posição a ser considerada. Restando, apenas, uma vaga a preencher, será considerado escolhido o candidato mais votado, com preferência ao mais idoso, em caso de empate.

 

•• § 3.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

§ 4.º Se existirem duas ou mais vagas a serem providas dentre Juízes ou Desembargadores, o Tribunal deliberará, preliminarmente, se as listas se constituirão, cada uma, com três nomes distintos, ou se, composta a primeira com três nomes, a segunda e subsequentes deverão ser integradas pelos dois nomes remanescentes da lista anterior, acrescidos de mais um nome.

§ 5.º Se o Tribunal deliberar que, em cada lista, constarão três nomes distintos, cada Ministro, no primeiro escrutínio, votará em tantos nomes quantos necessários à constituição das listas tríplices. Nesse caso, na organização simultânea das listas, os nomes que obtiverem, em primeiro escrutínio, maioria absoluta dos votos dos membros do Tribunal, figurarão, pela ordem decrescente de votos, em primeiro lugar, em cada uma das listas, de acordo com sua numeração, e nos lugares


subsequentes das listas, horizontalmente considerados, pela mesma ordem, da primeira à ultima. Se, no primeiro escrutínio, não se preencherem todos os lugares das diversas listas, proceder-se-á a segundo e, se necessário, a novos escrutínios, na forma definida na última parte do parágrafo terceiro deste artigo, distribuindo-se, nas listas, os nomes escolhidos, de acordo com a ordem prevista para o primeiro escrutínio. No segundo e subsequentes escrutínios, cada Ministro votará em tantos nomes quantos faltarem para serem incluídos nas listas.

§ 6.º Se o Tribunal deliberar que, na constituição das listas, será adotado o critério previsto na segunda hipótese do § 4.º deste artigo, cada Ministro, em primeiro escrutínio, votará em tantos nomes quantas forem as vagas a preencher e em mais dois. Nessa hipótese, na organização simultânea das listas, atendido o disposto no § 5.º do art. 27, a primeira será integrada, na ordem decrescente dos sufrágios alcançados, por três nomes; a segunda lista constituir-se-á dos dois nomes remanescentes da primeira, mais o nome que tenha obtido a quarta votação; a terceira lista dar-se-á por composta dos dois nomes remanescentes da lista anterior, mais o nome que haja obtido a quinta votação, respeitada a ordem dos escrutínios, e assim sucessivamente. Se, no primeiro escrutínio, não se preencherem todos os lugares das diversas listas, nos termos deste parágrafo, proceder-se-á a segundo e a novos escrutínios, na forma definida no parágrafo anterior e na última parte do § 3.º deste artigo.

§ 7.º No ofício de encaminhamento ao Poder Executivo, da lista tríplice única ou das diversas listas tríplices, far-se-á referência ao número de votos obtidos pelos indicados e a ordem do escrutínio em que se deu a escolha.

 

Art. 28. Os Ministros tomarão posse, no prazo de 30 (trinta) dias, em sessão plenária e solene do Tribunal, podendo fazê-lo perante o Presidente em período de recesso ou férias.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

§ 1.º No ato da posse, o Ministro prestará compromisso de bem desempenhar os deveres do cargo, e de bem cumprir e fazer cumprir a Constituição e as leis do País.

§ 2.º Do compromisso lavrar-se-á, em livro especial, termo que será assinado pelo Presidente, pelo empossado e pelo Diretor-Geral da Secretaria.

§ 3.º Somente será dada posse ao Ministro que antes haja provado:

ser brasileiro;

contar mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade;

satisfazer aos demais requisitos inscritos em lei.

§ 4.º O prazo para a posse poderá ser prorrogado pela Corte Especial, na forma da lei.

 

Art. 29. Os Ministros têm as prerrogativas, garantias, direitos e incompatibilidades inerentes ao exercício da Magistratura.

§ 1.º Os Ministros receberão o tratamento de Excelência e usarão vestes talares nas sessões solenes, e capas, nas sessões ordinárias ou extraordinárias; conservarão o título e as honras correspondentes, mesmo depois da aposentadoria.

 

•• § 1.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

§ 2.º A Presidência do Tribunal velará pela preservação dos direitos, interesses e prerrogativas

dos Ministros aposentados.

 

•• § 2.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 30. A antiguidade do Ministro no Tribunal, para sua colocação nas sessões, distribuição de serviços, revisão dos processos, substituições e outros quaisquer efeitos legais ou regimentais, é regulada na seguinte ordem:

- pela posse;

- pela nomeação;

- pela idade.

Parágrafo único. Respeitar-se-á, no Superior Tribunal de Justiça, a antiguidade que vinha sendo observada no Tribunal Federal de Recursos, em relação aos seus Ministros.

 

Art. 31. Havendo, dentre os Ministros do Tribunal, cônjuges, parentes consanguíneos ou afins, em linha reta ou no terceiro grau da linha colateral, integrarão Seções diferentes, e o primeiro que conhecer da causa impede que o outro participe do julgamento quando da competência da Corte Especial.

 

Art. 32. Os Ministros têm direito de transferir-se para Seção ou Turma, onde haja vaga, antes da posse de novo Ministro, ou, em caso de permuta, para qualquer outra. Havendo mais de um pedido, terá preferência o do mais antigo.

 

Vide art. 4.º.

 

Art. 33. Os Ministros têm jurisdição em todo o território nacional e domicílio no Distrito Federal.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1.º-3-2004.

 

Parágrafo único. É dever dos Ministros, entre outros estabelecidos em lei e neste Regimento:

 

•• Parágrafo único, caput, acrescentado pela Emenda Regimental n. 7, de 1.º-3-2004.

 

- manter residência no Distrito Federal;

 

•• Inciso I acrescentado pela Emenda Regimental n. 7, de 1.º-3-2004.

 

- comparecer às sessões de julgamento, nelas permanecendo até o seu final, salvo com autorização prévia do Presidente do órgão julgador.

 

•• Inciso II acrescentado pela Emenda Regimental n. 7, de 1.º-3-2004.

 

Seção II

Do Relator

 

Art. 34. São atribuições do relator:

- ordenar e dirigir o processo;

- determinar às autoridades judiciárias e administrativas, sujeitas à sua jurisdição, providências relativas ao andamento e à instrução do processo, exceto se forem da competência da Corte Especial, da Seção, da Turma ou de seus Presidentes;

 

O Ato n. 34, de 2-3-2005, dispõe sobre o fornecimento de certidão de andamento processual via

online, no âmbito do STJ.

 

- delegar atribuições a autoridades judiciárias de instância inferior, nos casos previstos em lei ou neste Regimento;

- submeter à Corte Especial, à Seção, à Turma, ou aos Presidentes, conforme a competência, questões de ordem para o bom andamento dos processos;

- submeter à Corte Especial, à Seção, à Turma, nos processos da competência respectiva, medidas cautelares ou tutelas provisórias necessárias à proteção de direito suscetível de grave dano de incerta reparação ou ainda destinadas a garantir a eficácia da ulterior decisão da causa;

 

•• Inciso V com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- determinar, em caso de urgência, as medidas ou tutelas do inciso anterior, ad referendum

da Corte Especial, da Seção ou da Turma;

 

•• Inciso VI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- decidir o agravo interposto de decisão que inadmitir recurso especial;

 

•• Inciso VII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- requisitar os autos originais, quando necessário;

- apreciar e homologar pedidos de desistência, de autocomposição das partes e de habilitação em razão de falecimento de qualquer das partes, ainda que o feito se ache em pauta ou em mesa para julgamento;

 

•• Inciso IX com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- pedir dia para julgamento dos feitos que lhe couberem por distribuição, ou passá-los ao revisor, com o relatório, se for o caso;

- julgar prejudicado pedido ou recurso que haja perdido o objeto;

- propor à Seção ou à Turma seja o processo submetido à Corte Especial ou à Seção, conforme o caso;

- decidir o pedido de carta de sentença e assiná-la;

- apresentar em mesa para julgamento os feitos que independem de pauta;


- redigir o acórdão, quando o seu voto for o vencedor no julgamento;

- determinar a autuação do agravo como recurso especial;

- determinar o arquivamento de inquérito, ou peças informativas, quando o requerer o Ministério Público, ou submeter o requerimento à decisão do órgão competente do Tribunal;

- distribuídos os autos:

 

•• Inciso XVIII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

não conhecer do recurso ou pedido inadmissível, prejudicado ou daquele que não tiver impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida;

 

•• Alínea a acrescentada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

negar provimento ao recurso ou pedido que for contrário a tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral, a entendimento firmado em incidente de assunção de competência, a súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça ou, ainda, a jurisprudência dominante acerca do tema;

 

•• Alínea b acrescentada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

dar provimento ao recurso se o acórdão recorrido for contrário a tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral, a entendimento firmado em incidente de assunção de competência, a súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça ou, ainda, a jurisprudência dominante acerca do tema;

 

•• Alínea c acrescentada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- decidir o mandado de segurança quando for inadmissível, prejudicado ou quando se conformar com tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral, a entendimento firmado em incidente de assunção de competência, a súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal, a jurisprudência dominante acerca do tema ou as confrontar;

 

•• Inciso XIX com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- decidir o habeas corpus quando for inadmissível, prejudicado ou quando a decisão impugnada se conformar com tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral, a entendimento firmado em incidente de assunção de competência, a súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal, a jurisprudência dominante acerca do tema ou as confrontar;

 

•• Inciso XX com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- decidir o agravo de instrumento interposto com base no art. 1.027, §1.º, do CPC;


•• Inciso XXI acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- decidir o conflito de competência quando for inadmissível, prejudicado ou quando se conformar com tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral, a entendimento firmado em incidente de assunção de competência, a súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal, a jurisprudência dominante acerca do tema ou as confrontar;

 

•• Inciso XXII acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- remeter o processo ao Supremo Tribunal Federal após juízo positivo de admissibilidade quando entender versar o recurso especial sobre matéria constitucional, dando vista ao recorrente pelo prazo de quinze dias para que demonstre a existência de repercussão geral e manifeste-se sobre a questão constitucional, bem como vista à parte adversa para, por igual prazo, apresentar contrarrazões;

 

•• Inciso XXIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- determinar a devolução ao Tribunal de origem dos recursos especiais fundados em controvérsia idêntica àquela já submetida ao rito de julgamento de casos repetitivos para adoção das medidas cabíveis;

 

•• Inciso XXIV acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- julgar recurso fundado em nulidade da decisão recorrida por vício de procedimento;

 

•• Inciso XXV acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- executar e fazer cumprir os despachos, as decisões monocráticas, as ordens e os acórdãos transitados em julgado nas ações penais, inquéritos e demais procedimentos penais originários de sua relatoria, bem como determinar às autoridades judiciárias e administrativas providências relativas ao andamento e à instrução de processos, facultada a delegação de atribuições para a prática de atos processuais previstos no art. 21-A deste Regimento a outros Tribunais e a juízos de primeiro grau de jurisdição, ficando as decisões proferidas sujeitas a posterior controle do relator, de ofício ou mediante provocação do interessado, no prazo de cinco dias da ciência do ato.

 

•• Inciso XXVI acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

Seção III

 

Do Revisor

 

Art. 35. Sujeitam-se à revisão os seguintes processos:

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

- ação rescisória;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

- ação penal originária;

 

•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

- revisão criminal.

 

•• Inciso III com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 36. Será revisor o Ministro que se seguir ao relator, na ordem decrescente de antiguidade, no órgão julgador.

Parágrafo único. Em caso de substituição definitiva do relator, será também substituído o revisor, na conformidade do disposto neste artigo.

 

•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

Art. 37. Compete ao revisor:

- sugerir ao relator medidas ordinatórias do processo, que tenham sido omitidas;

- confirmar, completar ou retificar o relatório;

- pedir dia para julgamento;

- determinar a juntada de petição, enquanto os autos lhe estiverem conclusos, submetendo, conforme o caso, desde logo, a matéria à consideração do relator.

 

CAPÍTULO VIII

 

DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

 

Art. 38. Ao Conselho de Administração incumbe:

- deliberar sobre a organização dos serviços administrativos da Secretaria do Tribunal;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- dispor sobre os cargos de direção e assessoramento superiores, as funções de direção e assistência intermediárias e as funções de representação de gabinete, a forma do respectivo provimento, os níveis de vencimentos e gratificação, dentro dos limites estabelecidos em lei;

- aprovar os critérios para as progressões e ascensões funcionais dos servidores da Secretaria do Tribunal;

- deliberar sobre as demais matérias administrativas e referentes a servidores do Tribunal, que lhe sejam submetidas pelo Presidente;

- (Revogado pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.)

- autorizar Ministro a se ausentar do País, salvo quando se tratar de férias, de licença e de recesso ou em feriados.

 

•• Inciso VI acrescentado pela Emenda Regimental n. 9, de 24-9-2008.

 

Parágrafo único. Para ausentar-se do território nacional, o ministro deverá comunicar o fato, em regra, com a antecedência mínima de 15 dias, ao Conselho de Administração, salvo quando se tratar de férias, licença, recesso ou feriado.

 

•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.

 

Art. 39. Dos atos e decisões do Conselho de Administração não cabe recurso administrativo.

CAPÍTULO IX DAS COMISSÕES

Art. 40. As comissões, permanentes ou temporárias, colaboram no desempenho dos encargos do Tribunal.

§ 1.º São Comissões permanentes:

 

•• § 1.º, caput, com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- a Comissão de Regimento Interno;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- a Comissão de Jurisprudência;

 

•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- a Comissão de Documentação;

 

•• Inciso III com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

- a Comissão de Coordenação.

 

•• Inciso IV com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.


- a Comissão Gestora de Precedentes.

 

•• Inciso V acrescentado pela pela Emenda Regimental n. 26, de 13-12-2016.

 

§ 2.º As Comissões permanentes serão integradas de 3 (três) Ministros efetivos e 1 (um) suplente, salvo a de Jurisprudência, que será composta de 6 (seis) Ministros efetivos, respeitada, em todos os casos, a paridade de representação de cada uma das Seções do Tribunal.

 

•• § 2.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

§ 3.º As Comissões temporárias, que podem ser criadas pela Corte Especial ou pelo Presidente do Tribunal e ter qualquer número de membros, extinguem-se, preenchido o fim a que se destinem.

 

•• § 3.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

Art. 41. O Presidente designará os membros das comissões, submetendo-os à aprovação da Corte Especial.

§ 1.º A comissão será presidida pelo Ministro mais antigo dentre os seus integrantes.

§ 2.º (Revogado pela Emenda Regimental n. 15, de 17-9-2014.)

 

Art. 42. As comissões permanentes ou temporárias poderão:

- sugerir ao Presidente do Tribunal normas de serviço relativas à matéria de sua competência;

- entender-se, por seu Presidente, com outras autoridades ou instituições, nos assuntos de sua competência, por delegação do Presidente do Tribunal.

 

Art. 43. À Comissão de Regimento Interno cabe:

- velar pela atualização do Regimento, propondo emendas ao texto em vigor e emitindo parecer sobre as emendas de iniciativa de outra comissão ou de Ministro;

- opinar em processo administrativo, quando consultada pelo Presidente.

 

Art. 44. À Comissão de Jurisprudência cabe:

- velar pela expansão, atualização e publicação da súmula da jurisprudência predominante do Tribunal;

- supervisionar os serviços de sistematização da jurisprudência do Tribunal, sugerindo medidas que facilitem a pesquisa de julgados ou processos;

- orientar iniciativas de coleta e divulgação dos trabalhos dos Ministros que já se afastaram definitivamente do Tribunal;

- propor à Corte Especial ou à Seção que seja compendiada em súmula a jurisprudência do Tribunal, quando verificar que as Turmas não divergem na interpretação do direito;

- sugerir medidas destinadas a abreviar a publicação dos acórdãos.

 

Art. 45. À Comissão de Documentação cabe:

- supervisionar a administração dos serviços da biblioteca, do arquivo e do museu do Tribunal, sugerindo ao Presidente medidas tendentes ao seu aperfeiçoamento;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1.º-3-2004.

 

- acompanhar a política de guarda e conservação de processos, livros, periódicos e documentos históricos do Tribunal;

 

•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1.º-3-2004.

 

- manter, na Secretaria de Documentação, serviço de documentação para recolher elementos que sirvam de subsídio à história do Tribunal, com pastas individuais contendo dados biográficos e bibliográficos dos Ministros;

 

•• Inciso III com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1.º-3-2004.

 

- deliberar sobre questões que excedam a esfera de competência administrativa da Secretaria de Documentação.

 

•• Inciso IV acrescentado pela Emenda Regimental n. 7, de 1.º-3-2004.

 

Art. 46. À Comissão de Coordenação cabe:

- sugerir ao Presidente medidas tendentes à modernização administrativa do Tribunal;

- sugerir aos Presidentes do Tribunal, das Seções e das Turmas, medidas destinadas a aumentar o rendimento das sessões, abreviar a publicação dos acórdãos e facilitar a tarefa dos advogados; III - supervisionar os serviços de informática, fiscalizando a sua execução e propondo as providências para a sua atualização e aperfeiçoamento.

 

Art. 46-A. À Comissão Gestora de Precedentes cabe:

 

•• Caput acrescentado pela Emenda Regimental n. 26, de 13-12-2016.

 

- supervisionar os trabalhos do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes - Nugep, em especial os relacionados à gestão dos casos repetitivos e dos incidentes de assunção de competência, bem como ao controle e ao acompanhamento de processos sobrestados na Corte em razão da aplicação da sistemática dos recursos repetitivos e da repercussão geral;

 

•• Inciso I, caput, acrescentado pela Emenda Regimental n. 26, de 13-12-2016.

 

- sugerir ao Presidente do Tribunal medidas para o aperfeiçoamento da formação e da divulgação dos precedentes qualificados, conforme disposto no Código de Processo Civil;

 

•• Inciso II acrescentado pela Emenda Regimental n. 26, de 13-12-2016.

 

- sugerir aos Presidentes do Tribunal e das Seções medidas destinadas a ampliar a afetação de processos aos ritos dos recursos repetitivos e da assunção de competência;


•• Inciso III acrescentado pela Emenda Regimental n. 26, de 13-12-2016.

 

- desenvolver trabalho de inteligência, em conjunto com o Conselho Nacional de Justiça, com os Tribunais Regionais Federais e com os Tribunais de Justiça, a fim de identificar matérias com potencial de repetitividade ou com relevante questão de direito, de grande repercussão social, aptas a serem submetidas ao Superior Tribunal de Justiça sob a sistemática dos recursos repetitivos e da assunção de competência;

 

•• Inciso IV acrescentado pela Emenda Regimental n. 26, de 13-12-2016.

 

- acompanhar, inclusive antes da distribuição, os processos que possuam matéria com potencial de repetitividade ou com relevante questão de direito, de grande repercussão social, a fim de propor ao Presidente do Tribunal medidas para a racionalização dos julgamentos desta Corte por meio de definições de teses jurídicas em recursos repetitivos ou em assunção de competência;

 

•• Inciso V acrescentado pela Emenda Regimental n. 26, de 13-12-2016.

 

- deliberar sobre questões que excedam a esfera de competência administrativa do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes - Nugep, além de outras atribuições referentes a casos repetitivos e a incidentes de assunção de competência.

 

•• Inciso VI acrescentado pela Emenda Regimental n. 26, de 13-12-2016.

 

CAPÍTULO X

 

DO CONSELHO DA JUSTIÇA FEDERAL

 

Art. 47. Ao Conselho da Justiça Federal, que funciona junto ao Tribunal, cabe exercer a supervisão administrativa e orçamentária da Justiça Federal de primeiro e segundo graus.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

Art. 48. O Conselho da Justiça Federal elaborará o seu Regimento Interno e o submeterá à aprovação do Plenário do Tribunal.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

Art. 49. Dos atos e decisões do Conselho da Justiça Federal não cabe recurso administrativo.

 

CAPÍTULO XI

 

DAS LICENÇAS, SUBSTITUIÇÕES E CONVOCAÇÕES

 

Art. 50. A licença é requerida pelo Ministro com a indicação do prazo e do dia do início.

§ 1.º Salvo contraindicação médica, o Ministro licenciado poderá proferir decisões em processos de que, antes da licença, haja pedido vista, ou que tenha recebido o seu visto como relator ou revisor.

§ 2.º O Ministro licenciado pode reassumir o cargo, a qualquer tempo, entendendo-se que desistiu do restante do prazo.

§ 3.º Se a licença for para tratamento da própria saúde, o Ministro somente poderá reassumir o cargo, antes do término do prazo, se não houver contraindicação médica.

 

Art. 51. Nas ausências ou impedimentos eventuais ou temporários, a substituição no Tribunal dar- se-á da seguinte maneira:

- o Presidente do Tribunal, pelo Vice-Presidente, e este, pelos demais Ministros, na ordem decrescente de antiguidade;

- o Presidente da Seção, pelo Ministro que o seguir na antiguidade dentre os seus membros; III - o Presidente da Turma, pelo Ministro que o seguir na antiguidade dentre os seus membros; IV - os Presidentes das Comissões, pelo mais antigo dentre os seus membros;

V - qualquer dos membros das comissões, pelo suplente;

VI - o Corregedor-Geral da Justiça Federal, pelo Ministro mais antigo integrante do Conselho da Justiça Federal.

 

•• Inciso VI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 52. O relator é substituído:

- no caso de impedimento, ausência ou obstáculos eventuais, em se cogitando da adoção de medidas urgentes, pelo revisor, se houver, ou pelo Ministro imediato em antiguidade, no Plenário, na Corte Especial, na Seção ou na Turma, conforme a competência;

 

••       A       Instrução   Normativa n.      6,      de      11-10-2000,        regulamenta         procedimentos    judiciais     e administrativos, a que se refere este inciso.

 

- quando vencido, em sessão de julgamento, pelo Ministro designado para redigir o acórdão;

 

•• Vide art. 101.

 

- em caso de ausência por mais de trinta dias, mediante redistribuição;

- em caso de transferência para outra Seção, salvo quanto aos processos em que tiver lançado seu visto, e, bem assim, quando de aposentadoria, exoneração ou morte:

 

•• Inciso IV, caput, com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

pelo Ministro que preencher sua vaga na Turma;

pelo Ministro que tiver proferido o primeiro voto vencedor, condizente com o do relator, para

lavrar ou assinar os acórdãos dos julgamentos anteriores à abertura da vaga; pela mesma forma da letra b deste inciso, e, enquanto não preenchida sua vaga, para assinar carta de sentença e admitir recurso.

 

•• Alínea c com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 53. O revisor é substituído, em caso de vaga, impedimento ou licença por mais de trinta dias, na Corte Especial, Seção ou Turma, pelo Ministro que o seguir em antiguidade.

 

Art. 54. (Revogado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.)

 

Art. 55. Para as sessões da Corte Especial, nos casos de impedimento de Ministros dela integrantes, serão convocados outros Ministros, obedecida a ordem de antiguidade.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Parágrafo único. Para completar quorum em uma das Seções, serão convocados Ministros de outra Seção, e, em uma das Turmas, Ministros de outra Turma, de preferência da mesma Seção, observada, quando possível, a ordem de antiguidade, de modo a que a substituição seja feita por Ministro que ocupe, em sua Seção ou Turma, posição correspondente à do substituído.

 

•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 56. Em caso de vaga ou afastamento de Ministro, por prazo superior a trinta dias, poderá fazer-se a substituição pelo Coordenador-Geral ou ser convocado Juiz de Tribunal Regional Federal ou Desembargador, sempre pelo voto da maioria absoluta dos membros da Corte Especial.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 3, de 9-8-1993.

 

Parágrafo único. O magistrado convocado receberá a diferença de vencimento correspondente ao cargo de Ministro, inclusive diárias e transporte, se for o caso.

 

CAPÍTULO XII

 

DA POLÍCIA DO TRIBUNAL

 

Art. 57. O Presidente, no exercício da atribuição referente à polícia do Tribunal, poderá requisitar o auxílio de outras autoridades, quando necessário.

 

Art. 58. Ocorrendo infração à lei penal na sede ou dependências do Tribunal, o Presidente instaurará inquérito, se envolver autoridade ou pessoa sujeita à sua jurisdição, ou delegará esta atribuição a outro Ministro.

§ 1.º Nos demais casos, o Presidente poderá proceder na forma deste artigo ou requisitar a


instauração de inquérito à autoridade competente.

§ 2.º O Ministro incumbido do inquérito designará secretário dentre os servidores do Tribunal.

 

Art. 59. A polícia das sessões e das audiências compete ao seu Presidente.

 

CAPÍTULO XIII

 

DA REPRESENTAÇÃO POR DESOBEDIÊNCIA OU DESACATO

 

Art. 60. Sempre que tiver conhecimento de desobediência a ordem emanada do Tribunal ou de seus Ministros, no exercício da função, ou de desacato ao Tribunal, ou a seus Ministros, o Presidente comunicará o fato ao órgão competente do Ministério Público, provendo-o dos elementos de que dispuser para a propositura da ação penal.

Parágrafo único. Decorrido o prazo de trinta dias, sem que tenha sido instaurada a ação penal, o Presidente dará ciência ao Tribunal, em sessão secreta, para as providências que julgar necessárias.

 

TÍTULO II

 

Do Ministério Público

 

A Lei n. 8.628, de 19-2-1993, dispõe sobre a regulamentação da Carreira de Apoio Técnico- Administrativo do Ministério Público da União.

 

Vide Lei Complementar n. 75, de 20-5-1993.

 

Art. 61. Perante o Tribunal, funciona o Procurador-Geral da República, ou o Subprocurador- Geral, mediante delegação do Procurador-Geral.

 

Art. 62. O Ministério Público Federal manifestar-se-á nas oportunidades previstas em lei e neste Regimento.

 

Art. 63. Nos processos em que atuar como titular da ação penal, o Procurador-Geral ou o Subprocurador-Geral têm os mesmos poderes e ônus que as partes, ressalvadas as disposições expressas em lei ou neste Regimento.

 

Art. 64. O Ministério Público terá vista dos autos:

I - nas arguições de inconstitucionalidade;

II - nos incidentes de assunção de competência;

 

•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

- nos mandados de segurança, mandados de injunção, habeas corpus e habeas data, originários ou em grau de recurso;

- nas ações penais originárias e nas revisões criminais;

- nos conflitos de competência e de atribuições;

- nas ações rescisórias e apelações cíveis; VII - nos pedidos de intervenção federal; VIII - nas notícias-crime;

 

•• Inciso VIII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- nos inquéritos de que possa resultar responsabilidade penal;

 

•• Inciso IX com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- nos recursos criminais;

 

•• Inciso X com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- nas reclamações que não houver formulado;

 

•• Inciso XI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- nos outros processos em que a lei impuser a intervenção do Ministério Público;

 

•• Inciso XII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- nos demais feitos quando, pela relevância da matéria, ele a requerer, ou for determinada pelo relator.

 

•• Inciso XIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

Parágrafo único. Salvo na ação penal originária ou nos inquéritos, poderá o relator, quando houver urgência, ou quando sobre a matéria versada no processo já houver a Corte Especial firmado jurisprudência, tomar o parecer do Ministério Público oralmente.

 

•• Parágrafo único com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

Art. 65. O Procurador-Geral ou Subprocurador-Geral poderão pedir preferência para julgamento de processo em pauta.

 

 

TÍTULO III

 

DA DEFENSORIA PÚBLICA

 

•• Título III acrescentado pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.

 

Art. 65-A. Perante o Tribunal, atuarão os defensores públicos:

 

•• Caput acrescentado pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.

 

- em processos oriundos:

 

•• Inciso I, caput, acrescentado pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.

 

da Defensoria Pública da União nos Estados e no Distrito Federal;

 

•• Alínea a acrescentada pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.

 

das Defensorias Públicas dos Estados e do Distrito Federal;

 

•• Alínea b acrescentada pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.

 

- nos casos de curadoria especial;

 

•• Inciso II acrescentado pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.

 

- em processos nos quais houver parte desassistida por advogado ou patrocinada por advogado dativo.

 

•• Inciso III acrescentado pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.

 

Art. 65-B. O relator do recurso especial repetitivo poderá autorizar manifestação da Defensoria Pública na condição de amicus curiae.

 

•• Artigo acrescentado pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.

 

PARTE II DO PROCESSO

 

TÍTULO I

Disposições Gerais CAPÍTULO I


DO REGISTRO E CLASSIFICAÇÃO DOS FEITOS

 

Art. 66. As petições e os processos serão registrados no protocolo da Secretaria do Tribunal no mesmo dia do recebimento.

 

Vide Súmula 216 do STJ.

 

Parágrafo único. O Presidente do Tribunal, mediante instrução normativa, disciplinará o uso de meio eletrônico na tramitação de processos judiciais, comunicação de atos e transmissão de peças processuais, com observância da lei processual.

 

•• Parágrafo único com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 67. O registro far-se-á em numeração contínua e seriada em cada uma das classes seguintes:

- Ação Penal (APn);

- Ação Rescisória (AR);

- Agravo de Instrumento (Ag);

- Recurso Ordinário (RO);

 

•• Inciso IV com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- Comunicação (Com);

- Conflito de Competência (CC);

- Conflito de Atribuições (CAt); VIII - Exceção de Impedimento (ExImp); IX - Exceção de Suspeição (ExSusp);

- Exceção da Verdade (ExVerd);

- Habeas Corpus (HC); XII - Habeas Data (HD); XIII - Inquérito (Inq);

 

•• Inciso XIII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- Interpelação Judicial (IJ);

 

•• Inciso XIV com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- Intervenção Federal (IF);

 

•• Inciso XV com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- Mandado de Injunção (MI);

 

•• Inciso XVI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

•• Vide Lei n. 13.300, de 23-6-2016, que disciplina o processo e o julgamento dos mandados de injunção individual e coletivo.

 

- Mandado de Segurança (MS);

 

•• Inciso XVII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- Pedido de Tutela Provisória (TP);

 

•• Inciso XVIII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- Petição (Pet);

 

•• Inciso XIX com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1-3-2004.

 

- Precatório (Prc);

 

•• Inciso XX com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1-3-2004.

 

- Processo Administrativo (PA);

 

•• Inciso XXI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1-3-2004.

 

- Reclamação (Rcl);

 

•• Inciso XXII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1-3-2004.

 

- Recurso Especial (REsp);

 

•• Inciso XXIII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1-3-2004.

 

- Representação (Rp);

 

•• Inciso XXIV com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1-3-2004.

 

- Recurso em Habeas Corpus (RHC);

 

•• Inciso XXV com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1-3-2004.

 

- Recurso em Mandado de Segurança (RMS);

 

•• Inciso XXVI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1-3-2004.


- Revisão Criminal (RvCr);

 

•• Inciso XXVII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1-3-2004.

 

- Sindicância (Sd);

 

•• Inciso XXVIII com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1-3-2004.

 

- Suspensão de Liminar e de Sentença (SLS);

 

•• Inciso XXIX com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1-3-2004.

 

- Suspensão de Segurança (SS);

 

•• Inciso XXX com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1-3-2004.

 

- Homologação de Decisão Estrangeira (HDE);

 

•• Inciso XXXI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- Carta Rogatória (CR).

 

•• Inciso XXXII acrescentado pela Emenda Regimental n. 18, de 17-12-2014.

 

Parágrafo único. O Presidente resolverá, mediante instrução normativa, as dúvidas que se suscitarem na classificação dos feitos e papéis, observando-se as seguintes normas:

 

•• Parágrafo único, caput, com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- na classe Comunicação (Com), incluem-se as comunicações de prisão;

- na classe Recurso Especial (REsp), incluem-se os recursos especiais de modo geral: cíveis, criminais, em mandado de segurança e em habeas corpus;

- a classe Recurso Ordinário (RO) compreende o recurso ordinário interposto nas causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional de um lado e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País;

 

•• Inciso III com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- as classes Recurso em Habeas Corpus (RHC) e Recurso em Mandado de Segurança (RMS) compreendem os recursos ordinários interpostos na forma do disposto no art. 105, II, a e b, da Constituição;

 

•• Inciso IV com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- na classe Inquérito (Inq), são incluídos os policiais e os administrativos que possam resultar em responsabilidade penal, e que só passarão à classe Ação Penal (APn) após oferecimento da denúncia ou queixa;

 

•• Inciso V com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

- na classe Sindicância (Sd), são incluídas as administrativas ou policiais, assim como quaisquer informações relativas à prática de ilícitos;

 

•• Inciso VI com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1.º-3-2004.

 

- a classe Intervenção Federal (IF) compreende os pedidos autônomos e os formulados em execução de julgado do Tribunal; estes últimos serão autuados em apenso, salvo se os autos principais tiverem sido enviados a outra instância;

- os expedientes que não tenham classificação específica, nem sejam acessórios ou incidentes, serão incluídos na classe Petição (Pet), se contiverem requerimento, ou na classe Comunicação (Com), em qualquer outro caso;

- a classe Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei (PUIL) compreende a medida interposta contra decisão:

 

•• Inciso VIII-A, caput, acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

da Turma Nacional de Uniformização no âmbito da Justiça Federal que, em questões de direito material, contrarie súmula ou jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça;

 

•• Alínea a acrescentada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

da Turma Recursal dos Juizados Especiais da Fazenda Pública no âmbito dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios quando as Turmas de diferentes Estados derem a lei federal interpretações divergentes, ou quando a decisão proferida estiver em contrariedade com súmula do Superior Tribunal de Justiça; e

 

•• Alínea b acrescentada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

das Turmas de Uniformização dos Juizados Especiais da Fazenda Pública no âmbito dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios quando a orientação adotada pelas Turmas de Uniformização contrariar súmula do Superior Tribunal de Justiça;

 

•• Alínea c acrescentada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- a classe Pedido de Tutela Provisória (TP) compreende o pedido de tutela provisória de urgência de caráter antecedente;

 

•• Inciso VIII-B acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- não se altera a classe do processo:


pela interposição de Embargos de Declaração (EDcl), Embargos Infringentes em Ação Rescisória (EAR) e em Apelação Cível (EAC), Embargos de Divergência em Recurso Especial (EREsp) e pela interposição de Agravo Regimental (AgRg);

pelos pedidos incidentes ou acessórios, inclusive pela interposição de exceções de impedimento e de suspeição;

pela arguição de inconstitucionalidade formulada incidentemente pelas partes;

pelos pedidos de execução, salvo a intervenção federal;

- far-se-á na autuação nota distintiva do recurso ou incidente, quando este não alterar a classe e o número do processo.

- Agravo em Recurso Especial (AREsp);

 

•• Inciso XXXIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- Embargos de Divergência em Recurso Especial (EREsp);

 

•• Inciso XXXIV acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- Embargos de Divergência em Agravo em Recurso Especial (EAREsp);

 

•• Inciso XXXV acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- Suspensão em Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (SIRDR);

 

•• Inciso XXXVI acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- Medidas Protetivas de Urgência - Lei Maria da Penha (MPUMP);

 

•• Inciso XXXVII acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- Medidas Protetivas - Estatuto do Idoso (MPEI);

 

•• Inciso XXXVIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- Pedido de Busca e Apreensão Criminal (PBAC);

 

•• Inciso XXXIX acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

XL - Pedido de Prisão Preventiva (PePrPr);

 

•• Inciso XL acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

XLI - Pedido de Prisão Temporária (PePrTe);

 

•• Inciso XLI acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

XLII - Pedido de Quebra de Sigilo de Dados e/ou Telefônico (QuebSig);

 

•• Inciso XLII acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

XLIII - Medidas Investigativas sobre Organizações Criminosas (MISOC);

 

•• Inciso XLIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

XLIV - Cautelar Inominada Criminal (CauInomCrim);

 

•• Inciso XLIV acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

XLV - Alienação de Bens do Acusado (AlienBac);

 

•• Inciso XLV acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

XLVI - Embargos de Terceiro (ET);

 

•• Inciso XLVI acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

XLVII - Embargos do Acusado (EmbAc);

 

•• Inciso XLVII acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

XLVIII - Insanidade Mental do Acusado (InsanAc);

 

•• Inciso XLVIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

XLIX - Restituição de Coisas Apreendidas (ReCoAp);

 

•• Inciso XLIX acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

L - Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei (PUIL).

 

•• Inciso L acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

IV-A - a classe Suspensão em Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (SIRDR) compreende o pedido de suspensão de todos os processos individuais ou coletivos em curso no território nacional que versem sobre a questão objeto do incidente já instaurado;

 

•• Inciso IV-A acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

VIII-A - a classe Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei (PUIL) compreende a medida interposta contra decisão da Turma Nacional de Uniformização que, em questões de direito


material, contrarie súmula ou jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça;

 

•• Inciso VIII-A acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

a) pela oposição de Embargos de Declaração (EDcl) e pela interposição de Agravo Interno (AgInt);

 

•• Alínea a com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

CAPÍTULO II DA DISTRIBUIÇÃO

Art. 68. Os processos da competência do Tribunal serão distribuídos por classe, tendo, cada uma, designação distintiva e numeração segundo a ordem em que houverem sido apresentados os feitos, observando-se as classes mencionadas no art. 67.

Parágrafo único. Fazendo-se a distribuição pelo computador, além da numeração por classe, adotar-se-á numeração geral, que poderá ser a que tomou o feito na instância inferior, desde que integrada no sistema de computação eletrônica do Tribunal.

 

Art. 69. Far-se-á a distribuição dos feitos da competência do Tribunal mediante sorteio automático, por sistema informatizado, observados os princípios da publicidade e da alternatividade, bem como a instrução normativa prevista no art. 21, XX, deste Regimento.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Parágrafo único. O registro ao Presidente do Tribunal equipara-se em seus efeitos à distribuição regular.

 

•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 70. Far-se-á a distribuição entre todos os Ministros, inclusive os licenciados por até trinta dias.

§ 1.º A distribuição poderá ser dispensada pela Corte Especial.

§ 2.º Não será compensada a distribuição que deixar de ser feita ao Vice-Presidente, quando substituir o Presidente.

§ 3.º Em caso de impedimento do relator, será feito novo sorteio, compensando-se a distribuição.

§ 4.º Haverá também compensação quando o processo tiver de ser distribuído, por prevenção, a determinado Ministro.

§ 5.º O Ministro que se deva aposentar por implemento de idade ficará excluído da distribuição, a requerimento seu, durante os sessenta dias que antecederem o afastamento; aplica-se a mesma regra ao que requerer aposentadoria, suspendendo-se a distribuição a partir da apresentação do requerimento e pelo prazo máximo de sessenta dias. Se ocorrer desistência do pedido, proceder-se-á a compensação.

 

•• § 5.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

§ 6.º Suspende-se a distribuição de processos, sem posterior compensação, aos Ministros que compõem o Tribunal Superior Eleitoral na condição de membros efetivos, nos seguintes termos:

 

•• § 6.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- para o Corregedor da Justiça Eleitoral, entre os noventa dias anteriores e os trinta posteriores à data fixada para a realização das eleições;

 

•• Inciso I acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- para o outro membro efetivo, entre os sessenta dias anteriores e os trinta posteriores à data fixada para a realização das eleições.

 

•• Inciso II acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 71. A distribuição da ação, do recurso ou do incidente torna preventa a competência do relator para todos os feitos posteriores referentes ao mesmo processo ou a processo conexo, inclusive na fase de cumprimento de decisão; a distribuição do inquérito e da sindicância, bem como a realizada para efeito da concessão de fiança ou de decretação de prisão preventiva ou de qualquer diligência anterior à denúncia ou queixa, prevenirá a da ação penal.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§ 1.º Se o relator deixar o Tribunal ou transferir-se de Seção, a prevenção será do órgão julgador.

§ 2.º Vencido o relator, a prevenção referir-se-á ao Ministro designado para lavrar o acórdão.

§ 3.º Se o recurso tiver subido por decisão do relator no agravo de instrumento, ser-lhe-á distribuído ou ao seu sucessor.

§ 4.º A prevenção, se não for reconhecida de ofício, poderá ser arguida por qualquer das partes ou pelo órgão do Ministério Público, até o início do julgamento.

§ 5.º Observar-se-á a regra da distribuição por prevenção de processo para o Presidente de Seção e para as hipóteses previstas no art. 70, §§ 5.º e 6.º.

 

•• § 5.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§ 6.º Há prevenção nas ações e nos recursos decorrentes do mesmo procedimento policial investigatório, ainda que derivados de inquéritos diversos.

 

•• § 6.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

Art. 72. Nos casos de afastamento de Ministro, proceder-se-á da seguinte forma:


•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

- se o afastamento for por prazo entre quatro e trinta dias, os processos considerados de natureza urgente, consoante fundada alegação do interessado, serão redistribuídos aos demais integrantes da respectiva Seção ou, se for o caso, da Corte Especial, com oportuna compensação;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- se o afastamento for por prazo superior a trinta dias e não for convocado substituto, será suspensa a distribuição ao Ministro afastado, e os processos a seu cargo, considerados de natureza urgente, consoante fundada alegação do interessado, serão redistribuídos aos demais integrantes da respectiva Seção ou, se for o caso, da Corte Especial, com oportuna compensação;

 

•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- se o afastamento for por prazo superior a 30 (trinta) dias e for convocado substituto, não haverá redistribuição, e o substituto receberá os processos que lhe forem distribuídos e os do substituído; nesta última hipótese, renova-se, se for caso, o pedido de data para o julgamento ou o relatório.

 

•• Inciso III acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Parágrafo único. Quando o Ministro afastado já houver proferido decisão em processo de competência de Turma, a redistribuição mencionada nas hipóteses dos incisos I e II far-se-á somente entre os membros daquele Órgão Julgador.

 

•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 73. Os embargos declaratórios e as questões incidentes terão como relator o Ministro que redigiu o acórdão embargado.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 7, de 1.º-3-2004.

 

Art. 74. No caso de embargos de divergência, apenas se fará o sorteio de novo relator.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 75. O prolator da decisão impugnada será o relator do agravo regimental, com direito a voto.

 

Art. 76. Na arguição de suspeição a Ministro, observar-se-á o disposto no art. 276.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 77. O Ministro eleito Presidente, Vice-Presidente ou Corregedor-Geral Justiça Federal


continuará como relator ou revisor do processo em que tiver lançado o relatório ou aposto o seu visto.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 78. Se a decisão embargada for de uma Turma, far-se-á distribuição dos embargos dentre os Ministros da outra; se da Corte Especial, serão excluídos da distribuição o relator e o revisor.

 

Art. 79. Na distribuição de ação rescisória e de revisão criminal, será observado o critério estabelecido no artigo anterior.

Parágrafo único. A distribuição do mandado de segurança contra ato do próprio Tribunal, far-se- á de preferência a Ministro que não haja participado da decisão impugnada.

 

•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Regimental n. 2, de 4-6-1992.

 

Art. 80. O Ministro a quem tocar a distribuição é o preparador e relator do processo.

 

CAPÍTULO III

 

DOS ATOS E FORMALIDADES

 

Seção I

 

Disposições Gerais

 

Art. 81. O ano judiciário no Tribunal divide-se em dois períodos, recaindo as férias dos Ministros nos períodos de 2 a 31 de janeiro e de 2 a 31 de julho.

§ 1.º O Tribunal iniciará e encerrará seus trabalhos, respectivamente, no primeiro e no último dia útil de cada período, com a realização de sessão da Corte Especial.

§ 2.º Além dos fixados em lei, serão feriados no Tribunal:

- os dias compreendidos no período de 20 de dezembro a 6 de janeiro;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 16, de 19-11-2014.

 

- os dias da Semana Santa, compreendidos desde a quarta-feira até o domingo de Páscoa;

- os dias de segunda e terça-feira de carnaval;

- os dias 11 de agosto, 1.º e 2 de novembro e 8 de dezembro.

 

Art. 82. Se a necessidade do serviço judiciário lhes exigir a contínua presença no Tribunal, gozarão trinta dias consecutivos de férias individuais, por semestre:

I - o Presidente e o Vice-Presidente;

 

II - o Corregedor-Geral da Justiça Federal.

 

•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 83. Suspendem-se as atividades judicantes do Tribunal nos feriados, nas férias coletivas e nos dias em que o Tribunal o determinar.

§ 1.º Nas hipóteses previstas neste artigo, poderá o Presidente ou seu substituto legal decidir pedidos de liminar em mandado de segurança e habeas corpus, determinar liberdade provisória ou sustação de ordem de prisão, e demais medidas que reclamem urgência.

§ 2.º Os Ministros indicarão seu endereço para eventual convocação durante as férias.

 

Art. 84. Os atos e termos do processo serão autenticados, conforme o caso, mediante a assinatura ou rubrica dos Ministros ou a dos servidores para tal fim qualificados, podendo ser produzidos, transmitidos, armazenados e assinados por meio eletrônico, na forma da lei.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§§ 1º ao 3.º. (Revogados pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.)

 

Art. 85. As peças que devam integrar ato ordinatório, instrutório ou executório poderão ser a ele anexadas em cópia autenticada.

 

Art. 86. Se as nulidades ou irregularidades no processamento dos feitos forem sanáveis, proceder-se-á pelo modo menos oneroso para as partes e para o serviço do Tribunal.

 

Art. 87. A critério do Presidente do Tribunal, dos Presidentes das Seções, das Turmas ou do relator, a comunicação ofi cial dos atos será feita:

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

•• Vide art. 143.

 

- por servidor credenciado da Secretaria, na forma da lei processual;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- por meio eletrônico, via postal ou qualquer outro modo eficaz de telecomunicação, com as cautelas necessárias à autenticação da mensagem e do seu recebimento.

 

•• Inciso II com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Parágrafo único. Poder-se-á admitir a resposta pela forma indicada no inciso II deste artigo.

 

Art. 88. Da autuação e da publicação do expediente de cada processo constará, além do


nome das partes e o de seu advogado, o da respectiva sociedade a que pertença, desde que esta esteja devidamente registrada na Ordem dos Advogados do Brasil.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§ 1.º Constando dos autos pedido expresso para que as comunicações dos atos processuais sejam feitas especificamente em nome dos advogados ou das sociedades indicadas, a Secretaria adotará as medidas necessárias ao seu atendimento, conforme a lei processual.

 

•• § 1.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§ 2.º O Presidente do Tribunal, mediante ato próprio, disciplinará cadastramento das sociedades de advogados perante o Superior Tribunal de Justiça, para atender aos fins previstos na legislação processual.

 

•• § 2.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 89. As pautas do Plenário, da Corte Especial, das Seções e das Turmas serão organizadas pelos Secretários, com aprovação dos respectivos Presidentes.

 

Art. 90. A publicação da pauta de julgamento antecederá cinco dias úteis, pelo menos, à sessão em que os processos poderão ser chamados e será certificada nos autos.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 20, de 2-12-2015,em vigor a partir da entrada em vigor da Lei n. 13.105, de 16-3-2015 (Novo CPC).

•• O texto anterior dizia: "Art. 90. A publicação da pauta de julgamento antecederá quarenta e oito horas, pelo menos, à sessãoem que os processos possam ser chamados e será certificada nos autos."

 

§ 1.º A pauta de julgamento será afixada na entrada da sala em que se realizará a sessão de julgamento.

 

•• § 1.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 20, de 2-12-2015, em vigor a partir da entrada em vigor da Lei n. 13.105, de 16-3-2015 (Novo CPC).

•• O texto anterior dizia: "§ 1.º Em lugar acessível do Tribunal, será afixada a pauta de julgamento."

 

§ 2.º Serão incluídos em nova pauta os processos que não tiverem sido julgados, salvo aqueles expressamente adiados para a primeira sessão seguinte, observado o disposto no parágrafo único do art. 150 deste Regimento.

 

•• § 2.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 20, de 2-12-2015, em vigor a partir da entrada em vigor da Lei n. 13.105, de 16-3-2015 (Novo CPC).

•• O texto anterior dizia: "§ 2.º Sempre que, encerrada a sessão, restarem em pauta ou em mesa feitos sem julgamento, o Presidente poderá convocar uma ou mais sessões extraordinárias, destinadas ao julgamento daqueles processos."

 

Art. 91. Independem de pauta:

I - o julgamento de habeas corpus, recursos de habeas corpus, conflitos de competência e de atribuições e exceções de suspeição e impedimento;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

II - as questões de ordem sobre o processamento de feitos.

Parágrafo único. A regra deste artigo não se aplica ao processo cuja matéria tenha sido objeto de audiência pública nos termos do inciso I do art. 185 deste Regimento.

 

•• Parágrafo único com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 92. Os editais destinados à divulgação do ato poderão conter, apenas, o essencial à defesa ou à resposta, observados os requisitos processuais.

§ 1.º A parte que requerer a publicação nos termos deste artigo fornecerá o respectivo resumo, respondendo pelas suas deficiências, nos termos da lei processual.

 

•• § 1.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§ 2.º O prazo do edital será determinado entre vinte e sessenta dias, a critério do relator, e correrá da data de sua publicação no Diário da Justiça eletrônico, com observância da lei processual.

 

•• § 2.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§ 3.º A publicação do edital deverá ser feita no prazo de vinte dias, contados de sua expedição, e certificada nos autos, sob pena de extinguir-se o processo sem resolução do mérito, se a parte, intimada pelo Diário da Justiça eletrônico, não suprir a falta em dez dias.

 

•• § 3.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§ 4.º O prazo para a defesa ou resposta começará a correr do termo do prazo determinado no edital.

 

Art. 93. Nenhuma publicação terá efeito de citação ou intimação, quando ocorrida nos feriados ou nas férias do Tribunal, salvo nos casos do art. 83, § 1.º.

 

Art. 94. A vista às partes transcorre na Secretaria, podendo o advogado retirar autos nos casos previstos em lei, mediante recibo.

§  1.º Os     advogados  constituídos        após  a   remessa   do   processo ao  Tribunal         poderão, a requerimento, ter vista dos autos, na oportunidade e pelo prazo que o relator estabelecer.


§ 2.º O relator indeferirá o pedido, se houver justo motivo.

 

Seção II

 

Das Atas e da Reclamação por Erro

 

Art. 95. As atas serão lidas e submetidas à aprovação na sessão seguinte.

 

Art. 96. Contra erro contido em ata, poderá o interessado reclamar, dentro de quarenta e oito horas, em petição dirigida ao Presidente do Tribunal, da Seção ou da Turma, conforme o caso.

§ 1.º Não se admitirá a reclamação quando importar modificação do julgado.

§ 2.º A reclamação não suspenderá o prazo para recurso, salvo o disposto no art. 98.

 

Art. 97. A petição será entregue ao protocolo, e por este encaminhada ao encarregado da ata, que a levará a despacho no mesmo dia, com sua informação.

 

Art. 98. Se o pedido for julgado procedente, far-se-á retificação da ata e nova publicação.

 

•• Vide art. 96, § 2.º.

 

Art. 99. A decisão que julgar a reclamação será irrecorrível.

 

Seção III

 

Das Decisões e Notas Taquigráficas

 

Art. 100. As conclusões da Corte Especial, da Seção e da Turma, em suas decisões, constarão de acórdão no qual o relator se reportará às notas taquigráficas do julgamento, que dele farão parte integrante.

Parágrafo único. Dispensam acórdão:

- a remessa do feito à Seção ou à Corte Especial, em razão da relevância da questão jurídica, ou da necessidade de prevenir divergência entre as Turmas;

- a remessa do feito à Corte Especial, ou à Seção respectiva, para o fim de ser compendiada em Súmula a jurisprudência do Tribunal, ou para revisão da Súmula;

- a conversão do julgamento em diligência;

- se o órgão julgador do Tribunal o determinar.

 

Art. 101. Subscreve o acórdão o relator que o lavrou, e, na Corte Especial, também o Ministro que presidiu o julgamento. Se o relator for vencido na questão principal, ficará designado o revisor para redigir o acórdão. Se não houver revisor, ou se este também tiver sido vencido, será designado para redigir o acórdão o Ministro que proferiu o primeiro voto vencedor (art. 52, II).

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 6, de 12-8-2002.

 

§ 1.º Se o relator, por ausência ou outro motivo relevante, não o puder fazer, lavrará o acórdão o revisor, ou o Ministro que o seguir na ordem de antiguidade.

§ 2.º Se o Ministro que presidiu o julgamento na Corte Especial, por ausência ou outro motivo relevante, não puder assinar o acórdão, apenas o relator o fará, mencionando-se, no local da assinatura do Presidente, a circunstância.

 

•• § 2.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 6, de 12-8-2002.

 

Art. 102. A publicação do acórdão por suas conclusões e ementa far-se-á, para intimar as partes, no Diário da Justiça eletrônico.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Parágrafo único. As partes serão intimadas, das decisões em que se tiver dispensado o acórdão, pela publicação da ata da sessão de julgamento.

 

Art. 103. Em cada julgamento, as notas taquigráficas registrarão o relatório, a discussão, os votos fundamentados, bem como as perguntas feitas aos advogados e suas respostas, e serão juntadas aos autos, com o acórdão, depois de revistas e rubricadas.

§ 1.º Prevalecerão as notas taquigráficas, se o seu teor não coincidir com o do acórdão.

§ 2.º As inexatidões materiais e os erros de escrita ou cálculo contidos na decisão poderão ser corrigidos por despacho do relator, ou por via de embargos de declaração, quando couberem.

§ 3.º Encaminhadas as notas taquigráficas ao Gabinete do Ministro, este as devolverá no prazo improrrogável de vinte dias, devidamente revisadas e rubricadas.

§ 4.º Decorridos vinte dias do recebimento das notas taquigráficas, contados da data da entrada no Gabinete do Ministro, os autos serão conclusos ao relator, para que lavre o acórdão.

§ 5.º Se a nota taquigráfica não devolvida disser respeito ao relator, será o processo ao mesmo concluso, com cópia da nota taquigráfica não revista, para lavratura do acórdão.

§ 6.º A publicação do acórdão no Diário da Justiça eletrônico far-se-á no prazo máximo de trinta dias, contado a partir da data da sessão em que tiver sido proclamado o resultado do julgamento.

 

•• § 6.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.

 

•• O art. 8.º da Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015 (DJE de 20-11-2015), dispõe: “Art. 8.º Os acórdãos pendentes de publicação há mais de trinta dias deverão ser publicados em até vinte dias após a entrada em vigor desta emenda”.

 

§ 7.º Escoado o prazo de que trata o parágrafo anterior sem que tenha sido publicado o acórdão, a secretaria do órgão julgador providenciará, nos dez dias subsequentes, a publicação das respectivas notas taquigráficas, independentemente de revisão, adotando-se como ementa o extrato da certidão de julgamento.


•• § 7.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.

 

§ 8.º O prazo de publicação ficará suspenso nos períodos de recesso e de férias coletivas.

 

•• § 8.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.

 

Art. 104. Também se juntará aos autos, como parte integrante do acórdão, a minuta do julgamento, que conterá:

- a decisão proclamada pelo Presidente;

- os nomes do Presidente do órgão julgador, do relator, ou, quando vencido, do que for designado, dos demais Ministros que tiverem participado do julgamento e do Subprocurador- Geral, quando presente;

- os nomes dos Ministros impedidos e ausentes;

- os nomes dos advogados que tiverem feito sustentação oral.

 

Art. 104-A. Os acórdãos proferidos em julgamento de incidente de assunção de competência e de recursos especiais repetitivos deverão, nos termos do § 3º do art. 1.038, c/c art. 984, § 2º, do Código de Processo Civil, conter:

 

•• Caput acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- os fundamentos relevantes da questão jurídica discutida, favoráveis ou contrários, entendidos esses como a conclusão dos argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, respectivamente, confirmar ou infirmar a conclusão adotada pelo órgão julgador;

 

•• Inciso I acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- a definição dos fundamentos determinantes do julgado;

 

•• Inciso II acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- a tese jurídica firmada pelo órgão julgador, em destaque;

 

•• Inciso III acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

- a solução dada ao caso concreto pelo órgão julgador.

 

•• Inciso IV acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§ 1.º Para definição dos fundamentos determinantes do julgado, o processo poderá ter etapas diferentes de deliberação, caso o órgão julgador, mesmo com votos convergentes, tenha adotado fundamentos diversos para a solução da causa.

 

•• § 1.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§ 2.º O Presidente do órgão julgador, identificando que o(s) fundamento(s) determinante(s) para o julgamento da causa não possui(em) a adesão da maioria dos votos dos Ministros, convocará, na mesma sessão de julgamento, nova etapa de deliberação, que contemplará apenas a definição do(s) fundamento(s) determinante(s).

 

•• § 2.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

Seção IV

 

Dos Prazos

 

Art. 105. A contagem dos prazos observará o disposto na lei processual.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§§ 1.º. e 2.º (Revogados pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.)

 

Art. 106. Não correm os prazos no período aludido no art. 81, § 2.º, I, e nas férias, salvo nas hipóteses previstas em lei.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

§ 1.º Nos casos deste artigo, os prazos começam ou continuam a fluir no dia de reabertura do expediente.

§ 2.º Também não corre prazo nas hipóteses previstas em lei, quando houver obstáculo criado em detrimento da parte ou for comprovado motivo de força maior, reconhecido pelo Tribunal.

 

•• § 2.º com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§ 3.º As informações oficiais apresentadas fora do prazo por justo motivo poderão ser admitidas, se ainda oportuna a sua apreciação.

 

Art. 107. Mediante pedido conjunto das partes, o relator poderá admitir prorrogação de prazo por tempo razoável.

 

Art. 108. Os prazos para diligências serão fixados nos atos que as ordenarem, salvo disposição em contrário deste Regimento.

 

Art. 109. Os prazos não especificados em lei ou neste Regimento serão fixados pela Corte Especial, pelo Presidente, pelas Seções, pelas Turmas, ou por seus Presidentes, ou pelo relator, conforme o caso.

§ 1.º Computar-se-á em dobro o prazo para manifestações nos autos, quando forem partes o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios ou suas respectivas autarquias e fundações de direito público.

 

•• § 1.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

•• O art. 9.º da Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015, dispõe que o prazo computado em quádruplo previsto neste § 1.º passará a ser contado em dobro após a entrada em vigor da Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015.

 

•• Vide art. 1.045 do CPC.

 

§ 2.º O Ministério Público, a Defensoria Pública e os entes públicos mencionados no § 1º serão intimados pessoalmente, mediante carga, nos autos físicos, ou por meio eletrônico, contando- se-lhes em dobro todos os prazos.

 

•• § 2.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§ 3.º Não se aplica o prazo em dobro ao Ministério Público quando se tratar de processo criminal.

 

•• § 3.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

Art. 110. Os prazos para os Ministros, salvo acúmulo de serviço, se de outra forma não dispuser a lei processual ou este Regimento, são os seguintes:

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

I - dez dias para atos administrativos e para decisões interlocutórias;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- vinte dias para o "visto" do revisor;

- trinta dias para o "visto" do relator.

 

Art. 111. Salvo disposição em contrário, os servidores do Tribunal terão o prazo de cinco dias para executar os atos do processo, inclusive para certificar a data do trânsito em julgado da decisão e, na sequência, independentemente de despacho e conforme o caso, arquivar os autos, remeter ao Supremo Tribunal Federal ou baixar ao juízo de origem.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Seção V

 

Das Despesas Processuais

 

Art. 112. No Tribunal, serão devidas custas nos processos de sua competência originária e recursal, nos termos da lei.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 9, de 24-9-2008.

 

Vide Súmula 187 do STJ.

 

§ 1.º Não são custas os preços cobrados pelo fornecimento de cópias autenticadas ou não, ou de certidões e traslados por fotocópia ou processo equivalente de reprodução.

§ 2.º O pagamento dos preços será antecipado ou garantido com depósito, consoante tabela aprovada pelo Presidente.

 

A Portaria n. 57, de 10-6-2005, do STJ, publica a tabela de preços a que se refere este parágrafo.

 

§ 3.º O Presidente do Tribunal, anualmente, fará expedir a tabela de custas atualizada segundo o índice estabelecido em lei.

 

•• § 3.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 9, de 24-9-2008.

 

§ 4.º É dispensado o recolhimento do porte de remessa e de retorno no processo em autos eletrônicos.

 

•• § 4.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§ 5.º O Presidente do Tribunal, mediante instrução normativa, disciplinará o regime de cobrança do porte de remessa e retorno dos autos dos processos que tiverem de ser digitalizados.

 

•• § 5.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 113. O preparo de recurso da competência do Supremo Tribunal Federal será feito no prazo e na forma do disposto na lei processual, bem como no Regimento Interno e na Tabela de Custas do Supremo Tribunal Federal.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Seção VI

 

Da Assistência Judiciária

 

Art. 114. O requerimento dos benefícios da assistência judiciária, no Tribunal, será apresentado ao Presidente ou ao relator, conforme o estado da causa, na norma da Lei n. 1.060/50, com as alterações introduzidas pela Lei n. 7.510/86.

 

Art. 115. Sem prejuízo da nomeação, quando couber, de defensor ou curador dativo, o pedido de assistência judiciária será decidido de acordo com a legislação em vigor.

§ 1.º Não cabe recurso da decisão que se proferir, mas a Corte Especial, a Seção ou a Turma, ao conhecerem do feito, poderão conceder o benefício negado.

§ 2.º Prevalecerá no Tribunal a assistência judiciária já concedida em outra instância.

 

Art. 116. Nos crimes de ação privada, o Presidente ou o relator, a requerimento da parte necessitada, oficiará à Defensoria Pública da União para que promova a ação penal quando de competência originária do Tribunal, ou intimará membro da Defensoria Pública a prosseguir no processo quando em grau de recurso.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 19, de 11-11-2015.

 

Seção VII

 

Dos Dados Estatísticos

 

Art. 117. Serão divulgados, mensalmente, dados estatísticos sobre os trabalhos do Tribunal no mês anterior, entre os quais: o número de votos que cada Ministro, nominalmente indicado, proferiu como relator ou revisor; o número de feitos que lhe foram distribuídos no mesmo período e o número de processos que recebeu em consequência de pedido de vista ou como revisor.

Parágrafo único. Os dados estatísticos solicitados pelo Conselho Nacional de Justiça serão transmitidos eletronicamente.

 

•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

CAPÍTULO IV

 

DA JURISPRUDÊNCIA

 

Seção I

 

Da Uniformização de Jurisprudência

 

Arts. 118 a 121. (Revogados pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.)

 

Seção I-A

 

Do Registro e da Formação dos Precedentes Qualificados

 

•• Seção I-A acrescentada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

Art. 121-A. Os acórdãos proferidos em julgamento de incidente de assunção de competência e de recursos especiais repetitivos bem como os enunciados de súmulas do Superior Tribunal de Justiça constituem, segundo o art. 927 do Código de Processo Civil, precedentes qualificados de estrita observância pelos Juízes e Tribunais.

 

•• Caput acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§ 1.º Os incidentes de assunção de competência e os processos afetados para julgamento sob o rito dos recursos especiais repetitivos serão organizados e divulgados por meio de enunciados de temas com numeração sequencial, contendo o registro da matéria a ser decidida e, após o julgamento, a tese firmada e seus fundamentos determinantes.

 

•• § 1.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§ 2.º Os precedentes qualificados deverão ser divulgados na internet, de forma sistematizada, com a indicação precisa das informações relacionadas a todas as fases percorridas de seu procedimento.

 

•• § 2.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

Seção II

 

Da Súmula

 

Art. 122. A jurisprudência firmada pelo Tribunal será compendiada na Súmula do Superior Tribunal de Justiça.

§ 1.º Poderão ser inscritos na súmula os enunciados correspondentes às decisões firmadas por unanimidade dos membros componentes da Corte Especial ou da Seção, em um caso, por maioria absoluta em pelo menos dois julgamentos concordantes.

 

•• § 1.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§ 2.º A inclusão da matéria objeto de julgamento na Súmula da Jurisprudência do Tribunal será deliberada pela Corte Especial ou pela Seção, por maioria absoluta dos seus membros.

§ 3.º Se a Seção entender que a matéria a ser sumulada é comum às Seções, remeterá o feito à


Corte Especial.

 

Art. 123. Os enunciados da Súmula, seus adendos e emendas, datados e numerados, serão publicados três vezes no Diário da União, em datas próximas.

Parágrafo único. As edições ulteriores da Súmula incluirão os adendos e emendas.

 

Art. 124. A citação da Súmula pelo número correspondente dispensará, perante o Tribunal, a referência a outros julgados no mesmo sentido.

 

Art. 125. Os enunciados da Súmula prevalecem e serão revistos na forma estabelecida neste Regimento Interno.

§ 1.º Qualquer dos Ministros poderá propor, em novos feitos, a revisão da jurisprudência compendiada na Súmula, sobrestando-se o julgamento, se necessário.

§ 2.º Se algum dos Ministros propuser revisão da jurisprudência compendiada na Súmula, em julgamento perante a Turma, esta, se acolher a proposta, remeterá o feito ao julgamento da Corte Especial, ou da Seção, dispensada a lavratura do acórdão, juntando-se, entretanto, as notas taquigráficas e tomando-se o parecer do Ministério Público Federal.

§ 3.º A alteração ou o cancelamento do enunciado da Súmula serão deliberados na Corte Especial ou nas Seções, conforme o caso, por maioria absoluta dos seus membros, com a presença de, no mínimo, dois terços de seus componentes.

§ 4.º Ficarão vagos, com a nota correspondente, para efeito de eventual restabelecimento, os números dos enunciados que o Tribunal cancelar ou alterar, tomando os que forem modificados novos números da série.

 

Art. 126. Qualquer Ministro poderá propor, na Turma, a remessa do feito à Corte Especial, ou à Seção, para o fim de ser compendiada em Súmula a jurisprudência do Tribunal, quando verificar que as Turmas não divergem na interpretação do direito.

§ 1.º Na hipótese referida neste artigo, dispensam-se a lavratura de acórdão e a juntada de notas taquigráficas, certificada nos autos a decisão da Turma.

§ 2.º O processo e o julgamento observarão, no que couber, o disposto nos arts. 271-B e seguintes deste Regimento.

 

•• § 2.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

§ 3.º A Comissão de Jurisprudência poderá, também, propor à Corte Especial ou à Seção que seja compendiada em Súmula a jurisprudência do Tribunal, quando verificar que as Turmas não divergem na interpretação do direito.

§ 4.º Proferido o julgamento, em decisão tomada pela maioria absoluta dos membros que integram o Órgão Julgador, o relator deverá redigir o projeto de súmula, a ser aprovado pelo Tribunal na mesma sessão ou na primeira sessão ordinária seguinte.

 

•• § 4.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 127. Quando convier pronunciamento da Corte Especial ou da Seção, em razão da relevância da questão jurídica, ou da necessidade de prevenir divergências entre as Turmas, o relator, ou outro Ministro, no julgamento de qualquer recurso, poderá propor a remessa do feito à apreciação da Seção respectiva, ou da Corte Especial, se a matéria for comum às Seções.

§ 1.º Acolhida a proposta, a Turma remeterá o feito ao julgamento da Seção ou da Corte Especial, dispensada a lavratura do acórdão. Com as notas taquigráficas, os autos irão ao Presidente do órgão do Tribunal, para designar a sessão de julgamento. A Secretaria expedirá cópias autenticadas do relatório e das notas taquigráficas e fará sua distribuição aos Ministros que compuserem o órgão competente para o julgamento.

§ 2.º Proferido o julgamento, cópia do acórdão será, no prazo da sua publicação, remetida à Comissão de Jurisprudência, para elaboração de projeto de Súmula, se for o caso.

 

Seção III

 

Da Divulgação da Jurisprudência

 

•• Seção III com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 128. A jurisprudência do Tribunal será divulgada pelas seguintes publicações:

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

I - Diário da Justiça eletrônico;

 

•• Inciso I com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- (Revogado pela Emenda Regimental n. 10, de 11-11-2009.)

- Revista do Superior Tribunal de Justiça;

 

•• Inciso III acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

- repositórios autorizados.

 

•• Inciso IV acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 129. Serão publicadas no Diário da Justiça eletrônico as ementas de todos os acórdãos do Tribunal e as decisões dos relatores, sem prejuízo de sua divulgação em meio eletrônico diverso.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§ 1.º Autorizando o relator, as suas decisões poderão ser publicadas por ementas.

 

•• § 1.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 6, de 12-8-2002.


§ 2.º Quando de idêntico conteúdo, as decisões e as ementas de acórdãos e de decisões poderão ser publicadas com única redação, indicando-se o número dos respectivos processos.

 

•• § 2.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 6, de 12-8-2002.

 

Art. 130. (Revogado pela Emenda Regimental n. 10, de 11-11-2009.)

 

Art. 131. Na Revista do Superior Tribunal de Justiça serão publicados em seu inteiro teor:

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

- os acórdãos selecionados pelo Ministro Diretor;

 

•• Inciso I acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

- os atos normativos expedidos pelo Tribunal e pelo Conselho da Justiça Federal;

 

•• Inciso II acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

- as Súmulas editadas pela Corte e pelas Seções.

 

•• Inciso III acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

§ 1.º As decisões sobre matéria constitucional e as que ensejarem a edição de Súmulas serão, também, publicadas em volumes seriados, distintos da publicação normal da Revista.

 

•• § 1.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

§ 2.º A Comissão de Jurisprudência colaborará na seleção dos acórdãos a publicar, dando-se preferência aos que forem indicados pelos respectivos relatores.

 

•• § 2.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

§ 3.º A Revista poderá editar números especiais, para memória de eventos relevantes do Tribunal.

 

•• § 3.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 132. A direção da Revista é exercida por um Ministro, escolhido pelo Tribunal, nos termos do art. 17 deste Regimento.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 4, de 2-12-1993.

 

Parágrafo único. No caso de vacância, o Tribunal escolherá outro Ministro para completar o período.

 

•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 133. São repositórios autorizados as publicações de entidades oficiais ou particulares, habilitadas na forma deste Regimento.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

A Instrução Normativa n. 1, de 16-4-2002, do STJ, dispõe sobre o registro dos repositórios e credenciados da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.

 

Art. 134. Para a habilitação prevista no artigo anterior, o representante ou editor responsável pela publicação solicitará inscrição por escrito ao Ministro Diretor da Revista, com os seguintes elementos:

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Vide nota ao artigo anterior.

 

- denominação, sede e endereço da pessoa jurídica que edita a revista;

 

•• Inciso I acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

- nome de seu diretor ou responsável;

 

•• Inciso II acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

- um exemplar dos 3 (três) números antecedentes ao mês do pedido de inscrição, dispensáveis no caso de a Biblioteca do Tribunal já os possuir;

 

•• Inciso III acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

- compromisso de os acórdãos selecionados para publicação corresponderem, na íntegra, às cópias fornecidas, gratuitamente, pelo Tribunal, autorizada a supressão do nome das partes e seus advogados.

 

•• Inciso IV acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Parágrafo único. Poderão ser credenciadas como repositório da jurisprudência, para os efeitos do § 1.º, b, do art. 255 deste Regimento, publicações especializadas, sem a obrigação de divulgar a jurisprudência deste Tribunal.

 

•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 135. O deferimento da inscrição implicará a obrigação de fornecer, gratuitamente, 2 (dois) exemplares de cada publicação subsequente à Biblioteca do Tribunal.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 136. A inscrição poderá ser cancelada a qualquer tempo, por conveniência do Tribunal.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 137. As publicações inscritas poderão mencionar seu registro como repositórios autorizados de divulgação dos julgados do Tribunal.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 138. A direção da Revista manterá em dia o registro das inscrições e cancelamentos, articulando-se com a Biblioteca para efeito de acompanhar o atendimento da obrigação prevista no art. 135.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

TÍTULO II

Das Provas CAPÍTULO I DISPOSIÇÃO GERAL

 

Art. 139. A proposição, admissão e produção de provas, no Tribunal, obedecerão às leis processuais, observados os preceitos especiais deste título.

 

CAPÍTULO II

 

DOS DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES

 

Art. 140. Se a parte não puder instruir, desde logo, suas alegações, por impedimento ou demora em obter certidões ou cópias autenticadas de notas ou registros em estabelecimentos públicos, o relator conceder-lhe-á prazo para esse fim ou as requisitará diretamente àqueles estabelecimentos.

 

Art. 141. (Revogado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.)


Art. 142. Em caso de impugnação, ou por determinação do relator, as partes deverão provar a fidelidade da transcrição de textos de leis e demais atos do poder público, bem como a vigência e o teor de normas pertinentes à causa, quando emanarem de Estado estrangeiro, de organismo internacional, ou, no Brasil, de Estados e Municípios.

 

Art. 143. A parte será intimada por publicação no Diário da Justiça eletrônico ou, se o relator o determinar, pela forma indicada no art. 87 deste Regimento, para pronunciar-se sobre documento juntado pela parte contrária, após a última intervenção dela no processo.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 144. Os Ministros poderão solicitar esclarecimentos ao advogado, durante o julgamento, sobre peças dos autos e sobre as citações que tiver feito de textos legais, de precedentes judiciais e de trabalhos doutrinários.

 

CAPÍTULO III

 

DA APRESENTAÇÃO DE PESSOAS E OUTRAS DILIGÊNCIAS

 

Art. 145. Quando, em qualquer processo, for necessária a apresentação da parte ou de terceiro que não tiver atendido à notificação, a Corte Especial, a Seção, a Turma ou o relator poderá expedir ordem de condução de recalcitrante.

 

Art. 146. Observar-se-ão as formalidades da lei na realização de exames periciais, arbitramentos, buscas e apreensões, na exibição e conferência de documentos e em quaisquer outras diligências determinadas ou deferidas pela Corte Especial, pela Seção, pela Turma ou pelo relator.

CAPÍTULO IV DOS DEPOIMENTOS

 

Art. 147. Os depoimentos poderão ser taquigrafados ou estenotipados, com ou sem apoio de registro audiovisual, sendo as tiras, ou notas respectivas, rubricadas no ato pelo relator, pelo depoente, pelo membro do Ministério Público e pelos advogados e, depois de traduzidas, serão os respectivos termos devidamente assinados.

 

•• § 1.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§ 1.º Admite-se a prática de atos processuais por meio de videoconferência ou de outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real.

 

•• § 1.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

 

§ 2.º Aplica-se o disposto neste artigo ao interrogatório.

 

•• § 2.º acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

TÍTULO III

 

Das Sessões CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

 

Art. 148. O Plenário reúne-se, mediante convocação do Presidente, quando houver matéria em pauta.

Parágrafo único. Haverá sessão da Corte Especial, de Seção ou de Turmas nos dias designados e, extraordinariamente, mediante convocação especial.

 

Art. 149. Nas sessões, o Presidente tem assento na parte central da mesa de julgamento, ficando o representante do Ministério Público à sua direita. Os demais Ministros sentar-se-ão, pela ordem de antiguidade, alternadamente, nos lugares laterais, a começar pela direita.

§ 1.º Se o Presidente do Tribunal comparecer à Seção ou à Turma, para julgar processo a que estiver vinculado, assumirá a sua presidência.

§ 2.º Havendo juiz convocado, este tomará o lugar do Ministro mais moderno; se houver mais de um juiz convocado, a antiguidade será regulada na seguinte ordem:

pela data da convocação;

pela posse no Tribunal de origem.

 

Art. 150. As sessões ordinárias começarão às quatorze horas, podendo ser prorrogadas após as dezoito horas, sempre que o serviço o exigir.

Parágrafo único. Em caso de acúmulo de processos pendentes de julgamento, poderá a Seção ou a Turma marcar o prosseguimento da sessão para o subsequente dia livre, considerando-se intimados os interessados, mediante o anúncio em sessão.

 

•• Parágrafo único com redação determinada pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 151. As sessões e votações serão públicas, ressalvada a hipótese prevista no art. 93, IX, da Constituição Federal e as disposições inscritas nos arts. 182, 183 e 184 deste Regimento.

§ 1.º Os advogados ocuparão a tribuna para formular requerimento, produzir sustentação oral, ou para responder às perguntas que lhes forem feitas pelos Ministros.

§ 2.º Aos advogados é facultado requerer que conste de ata sua presença na sessão de julgamento, podendo prestar esclarecimentos em matéria de fato.

§ 3.º Os advogados deverão usar beca sempre que ocuparem a tribuna.

 

Art. 152. Nas sessões do Plenário, da Corte Especial, de Seção e de Turma, observar-se-á a seguinte ordem, no que couber:

- verificação do número de Ministros;

- leitura, discussão e aprovação da ata da sessão anterior;

- indicações e propostas;

- julgamento dos processos.

 

Art. 153. Os processos conexos poderão ser objeto de um só julgamento, fazendo-se a oportuna apensação.

Parágrafo único. Os processos que versem sobre a mesma questão jurídica, ainda que apresentem aspectos peculiares, poderão ser julgados conjuntamente.

 

•• Parágrafo único acrescentado pela Emenda Regimental n. 1, de 23-5-1991.

 

Art. 154. No julgamento das ações penais originárias, das revisões criminais, dos pedidos de intervenção federal, dos recursos especiais, dos embargos de divergência, dos recursos ordinários, dos mandados de segurança, dos recursos ordinários em mandados de segurança, dos mandados de injunção e das ações rescisórias, o relator distribuirá, sempre que possível, por meio eletrônico, cópia do relatório aos demais integrantes do órgão julgador.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

Parágrafo único. No julgamento de matéria constitucional, intervenção federal, ação penal originária, sumulação de jurisprudência e alteração ou cancelamento de enunciado de súmula e incidente de assunção de competência, será exigida a presença de dois terços de seus membros.

 

•• Parágrafo único com redação determinada pela Emenda Regimental n. 24, de 28-9-2016.

 

Art. 155. Os julgamentos a que este Regimento ou a lei não derem prioridade serão realizados, preferencialmente, segundo a ordem de conclusão dos feitos, nos termos da legislação processual.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Parágrafo único. (Revogado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.)

 

Art. 156. A Secretaria atenderá, preferencialmente, à ordem cronológica de recebimento dos


pronunciamentos judiciais para sua publicação e efetivação, nos termos da legislação processual.

 

•• Artigo com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

Art. 157. Quando deferida preferência solicitada pelo representante do Ministério Público, para processo em que houver medida liminar ou acautelatória, o julgamento far-se-á com prioridade.

 

Art. 158. Desejando proferir sustentação oral, o interessado deverá requerê-la à Coordenadoria do Órgão Julgador até dois dias úteis após a publicação da pauta de julgamento, sem prejuízo das preferências legais e regimentais, excetuadas as hipóteses de recursos com julgamento em mesa que admitam sustentação oral, a ser requerida até o início da sessão.

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 25, de 13-12-2016.

 

§ 1.º Terão preferência para a sustentação oral, na seguinte ordem, mediante comprovação de sua condição, aqueles com necessidades especiais; as gestantes, as lactantes, enquanto perdurar o estado gravídico ou o período de amamentação; as adotantes, as que derem à luz, pelo período de 120 dias (art. 7-A da Lei n. 8.906, de 4 de julho de 1994); e os idosos com idade igual ou superior a sessenta anos.

 

•• § 1.º acrescentado pela pela Emenda Regimental n. 25, de 13-12-2016.

 

§ 2.º O Plenário poderá disciplinar o uso de videoconferência ou de outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real, para realização das sustentações orais requeridas no prazo previsto no caput deste artigo.

 

•• § 2.º acrescentado pela pela Emenda Regimental n. 25, de 13-12-2016.

 

Art. 159. Não haverá sustentação oral no julgamento de:

 

•• Caput com redação determinada pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- embargos declaratórios;

 

•• Inciso I acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- arguição de suspeição;

 

•• Inciso II acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- tutela de urgência requerida no Superior Tribunal de Justiça, em caráter antecedente;

 

•• Inciso III acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- agravo, salvo expressa disposição legal em contrário;

 

•• Inciso IV acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- exceção de suspeição;

 

•• Inciso V acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- exceção de impedimento;

 

•• Inciso VI acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- medidas protetivas de urgência - Lei Maria da Penha;

 

•• Inciso VII acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- medidas protetivas - Estatuto do Idoso;

 

•• Inciso VII acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- pedido de busca e apreensão criminal

 

•• Inciso IX acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- pedido de quebra de sigilo de dados e/ou telefônico;

 

•• Inciso X acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- cautelar inominada criminal;

 

•• Inciso XI acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- alienação de bens do acusado;

 

•• Inciso XII acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- embargos de terceiro;

 

•• Inciso XIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- embargos do acusado;

 

•• Inciso XIV acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.


- insanidade mental do acusado;

 

•• Inciso XV acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- restituição de coisas apreendidas;

 

•• Inciso XVI acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- pedido de uniformização de interpretação de lei;

 

•• Inciso XVII acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- prisão preventiva;

 

•• Inciso XVIII acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

- prisão temporária.

 

•• Inciso XIX acrescentado pela Emenda Regimental n. 22, de 16-3-2016.

 

§ 1.º Nos demais julgamentos, o Presidente da Corte Especial, da Seção ou da Turma, feito o relatório, dará a palavra, sucessivamente, ao autor, recorrente ou impetrante, e ao réu, recorrido ou impetrado, para sustentação de suas alegações.

§ 2.º Se o representante do Ministério Público estiver agindo como fiscal da lei, fará uso da palavra após o recorrente e o recorrido.

 

Art. 160. Nos casos do § 1.º do artigo anterior, cada uma das partes falará pelo tempo máximo de quinze minutos, excetuado o julgamento da ação penal originária, na qual o prazo será de uma hora (art. 229, V).

§ 1.º O representante do Ministério Público terá prazo igual ao das partes, quando em tal situação processual estiver agindo.

§ 2.º Se houver litisconsortes não representados pelo mesmo advogado, o prazo será contado em dobro e dividido igualmente entre os do mesmo grupo, se diversamente não o convencionarem.

§ 3.º O opoente falará após as partes originárias e pelo mesmo prazo.

§ 4.º O assistente, na ação penal pública, falará depois do representante do Ministério Público, a menos que o recurso seja dele.

§ 5.º O representante do Ministério Público falará depois do autor da ação penal privada.

§ 6.º Se, em ação penal, houver recurso de corréus, em posição antagônica, cada grupo terá prazo completo para falar.

§ 7.º Nos processos criminais, havendo corréus que sejam coautores do delito, se não tiverem o mesmo defensor, o prazo será contado em dobro e dividido igualmente entre os defensores, salvo se convencionarem outra divisão do tempo.