Peças Processuais

Petição Inicial de Ação de Despejo Novo CPC Uso de descendente PN551

Modelo de petição inicial de ação de despejo c/c pedido de tutela antecipada de urgência. Uso próprio ou descendente. art 300 Novo CPC.

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Trecho da petição

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA CIDADE.

 

 

 

 

 

 

 

 

        

                              JOÃO DE TAL, casado, médico, residente e domiciliado na Rua X, nº 000, em Cidade (PP) - CEP nº 77.888-45, inscrito no CPF(MF) sob o nº. 444.555.333-22, com endereço eletrônico ficto@ficticio.com.br, ora intermediado por seu mandatário ao final firmado – instrumento procuratório acostado –, esse com endereço eletrônico e profissional inserto na referida procuração, o qual, em obediência à diretriz fixada no art. 77, inc. V c/c art. 287, caput, um e outro do CPC, indica-o para as intimações que se fizerem necessárias, vem, com o devido respeito à presença de Vossa Excelência, com suporte no art. 59 e segs. c/c art. 47, inc. III, da Lei do Inquilinato, para ajuizar a presente

 

AÇÃO DE DESPEJO,

(“COM PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA”)

 

 

contra PEDRO DE TAL, solteiro, comerciário, residente e domiciliado na Rua Y, nº 000, apto. 501, em Cidade (PP) – CEP nº 77888-99, possuidor do CPF(MF) nº. 222.444.333-22, endereço eletrônico desconhecido, pelas razões de fato e direito que a seguir passa a expor.

 

INTROITO

 

( a ) Quanto à audiência de conciliação (CPC, art. 319, inc. VII)

 

                                                               A parte Promovente opta pela realização de audiência conciliatória (CPC, art. 319, inc. VII), razão qual requer a citação do Promovido, por carta (CPC, art. 247, caput c/c LI, art. 58, inc. IV) para comparecer à audiência designada para essa finalidade (CPC, art. 334, caput c/c § 5º).

 

(1) – SÍNTESE DOS FATOS (novo CPC, art. 319, inc. III)

 

 

                                               O Autor celebrou com o Réu, na data de 00/11/2222, contrato escrito de locação residencial do imóvel sito na Rua Y, nº. 000, apto. 501, nesta Capital. O pacto locatício tem duração de duração de 1(um) ano e aluguel de R$ 0.000,00 ( .x.x.x. ). O termo final da locação foi  na data de 22/33/0000, portanto atualmente prorrogada por tempo indeterminado.(doc. 01)

 

                                               O Promovente nesta ocasião necessita do imóvel locado para uso de sua filha(doc. 02), Maria de Tal, solteira, funcionária pública, possuidora do CPF(MF) nº. 555.444.333-22, a qual reside em imóvel alheio e locado por Beltrano de Tal, sito na Rua F, nº. 000, em Curitiba (PR). Como prova, acosta-se o respectivo contrato locatício. (doc. 03)

 

                                               De outro norte, imperioso que fique assentado que o Autor é proprietário do imóvel alugado (doc. 04), ora alvo de despejo e, mais, sua filha não detém imóvel residencial próprio. Isso é comprovado por meio da Declaração de Imposto de Renda e Certidões das Serventias Imobiliárias desta Capital (docs. 05/11).  Atendido, assim, às disposições insertas nesse tocante na Lei do Inquilinato. (LI, art. 47, inc. III e § 2º).

 

                                               Tratando-se a hipótese ora tratada de “retomada cheia”, essa prescinde de notificação premonitória prévia para o desiderato almejado. Ainda assim, por cautela, o Autor promoveu a notificação do Réu para desocupação voluntária. Concedeu ao mesmo prazo de 30(trinta) dias para entrega do imóvel, prazo esse não atendido. (doc. 12)

 

                                               Diante desse quadro fático, superado o prazo estipulado na notificação em espécie, resta devido o ajuizamento da presente ação de despejo, maiormente quando o Réu feriu disciplina prevista na Lei do Inquilinato.     

 

(2) – MÉRITO (CPC, art. 319, inc. III)

 

 

                                               Reza a Lei 8.245/91(LI), no aspecto da retomada do imóvel para uso de descendentes que:

 

LEI DO INQUILINATO

Art. 47 – Quando ajustada verbalmente ou por escrito e com prazo inferior a trinta meses, findo o prazo estabelecido, a locação prorroga-se automaticamente, somente podendo ser retomado o imóvel:

 ( . . . )

III  – se for pedido para uso próprio, de seu cônjuge ou companheiro, ou para uso residencial de ascendente ou descendente que não disponha, assim como seu cônjuge ou companheiro, de imóvel residencial próprio;

( . . . )

§ 2º - Nas hipóteses dos incisos III e IV, o retomante deverá comprovar ser proprietário, promissário comprador ou promissário cessionário, em caráter irrevogável, com imissão na posse do imóvel e título registrado junto à matrícula do mesmo.

 

                                               Diante disso, oportuno o ajuizamento da presente ação de despejo, com o propósito de desfazimento da locação, tendo em vista que se encontram preenchidos os requisitos legais para tal desiderato, a saber:

( ... )

 

Sinopse

Trata-se de petição inicial de Ação de Despejo c/c pedido de tutela provisória de urgência, formulada conforme o art. 300 do Novo CPC.

Narra a exordial que as partes litigantes celebraram contrato escrito de locação residencial, por prazo inferior a 30 meses, o qual, na ocasião da propositura da ação, encontrava-se por prazo indeterminado.

Todavia, salientou-se que o Autor é proprietário do imóvel alugado e alvo de despejo e, mais, que sua filha não detinha imóvel residencial próprio. Isso fora comprovado por meio da Declaração de Imposto de Renda e Certidões das Serventias Imobiliárias. Com isso, atendeu-se às disposições insertas nesse tocante na Lei do Inquilinato. (LI, art. 47, inc. III e § 2º). 

Nesse passo, tratando-se a hipótese de “retomada cheia”, essa prescinde de notificação premonitória prévia para o desiderato almejado. Ainda assim, por cautela, o autor promoveu a notificação do réu para desocupação voluntária. Concedeu ao mesmo prazo de 30(trinta) dias para entrega do imóvel, prazo esse não atendido. 

Diante desse quadro fático, superado o prazo estipulado na notificação em espécie, devido o ajuizamento da ação de despejo, maiormente quando o réu feriu disciplina prevista na Lei do Inquilinato.

Pediu-se, mais, visto que comprovados os requisitos do art. 300 do CPC/2015, tutela provisória de urgência com o propósito de desocupação do imóvel locado, e, por analogia, com o depósito prévio de 3 meses de caução ( LI, art. 59, § 1º c/c art. 64, caput ),  a ser cumprido com força policial e ordem de arrombamento( LI, art. 65 c/c CPC/2015, art. 297).

Pediu-se a procedência do pedido para declarar extinta a relação contratual locatícia ( LI, art. 9º, inc. II ), com a decretação do despejo e confirmando-se a tutela provisória almejada.

Deu-se à causa o valor de 12 (doze) aluguéis, isso em consonância ao que reza o art. 58, inc. III, da Lei do Inquilinato c/c art. 1.046, § 2º do CPC/2015.

Foram inseridas notas de jurisprudência do ano de 2019.

Jurisprudência Atualizada
Jurisprudência Atualizada desta Petição:

AGRAVO DE INSTRUMENTO. LOCAÇÃO DE IMÓVEL NÃO RESIDENCIAL. AÇÃO DE DESPEJO POR DENÚNCIA VAZIA CUMULADA COM PEDIDO DE DESPEJO LIMINAR.

Concessão da tutela de urgência. Ordem liminar de desocupação inaudita altera pars. Cabimento. Acordo celebrado entre as partes. Superveniente perda do objeto. Configuração. Recurso não conhecido. (TJSP; AI 2266848-24.2018.8.26.0000; Ac. 12235255; Amparo; Vigésima Sexta Câmara de Direito Privado; Rel. Des. Antonio Nascimento; Julg. 19/02/2019; DJESP 26/02/2019; Pág. 2538)

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Características deste modelo de petição

Comentários

Área do Direito: Direito do Inquilinato

Tipo de Petição: Petições iniciais reais

Número de páginas: 13

Última atualização: 07/03/2019

Autor da petição:

Ano da jurisprudência: 2019

Doutrina utilizada: José Miguel Garcia Medina, Nelson Nery Jr., Teresa Arruda Wambier

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